Preços de produtos petrolíferos em Moçambique podem subir para até 22%

Dados recentes da Autoridade Reguladora de Energia (Arene) de Moçambique apontam para os próximos dias uma subida de preços dos produtos petrolíferos no país, na ordem dos 7% a 22%, refletindo a evolução do custo do barril de crude no mercado internacional. Segundo a Arene, o gás de cozinha é o que sofrerá a maior…
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A subida de preços dos produtos petrolíferos que se espera em Moçambique, nos próximos dias, é resultado da da evolução do custo do barril de petróleo que se tem registado no mercado internacional.
Economia

Dados recentes da Autoridade Reguladora de Energia (Arene) de Moçambique apontam para os próximos dias uma subida de preços dos produtos petrolíferos no país, na ordem dos 7% a 22%, refletindo a evolução do custo do barril de crude no mercado internacional.

Segundo a Arene, o gás de cozinha é o que sofrerá a maior subida, 22%, passando de 58,18 para 71,02 meticais por quilo (de 76 para 92 cêntimos de euro por quilo). Já a gasolina sobe 10% de 62,5 para 69,04 meticais por litro (de 81 para 90 cêntimos de euro por litro), enquanto o gasóleo aumenta 7%, de 57,45 para 61,71 meticais por litro (de 75 para 80 cêntimos de euro por litro), sendo o produto com o menor aumento.

Os dados da Autoridade Reguladora de Energia destacam também que o petróleo iluminante sobe quase 11%, de 43,24 para 47,95 meticais por litro (de 56 para 62 cêntimos por litro), e o gás natural veicular cresce 9%, de 30 para 32,69 meticais por litro (de 39 para 42 cêntimos de euro por litro).

Os produtos petrolíferos à venda em Moçambique são importados por via marítima em cargueiros especiais, através de um processo centralizado por lei, numa única entidade pública, a Imopetro, detida pelas distribuidoras de produtos petrolíferos que operam no país. Depois, compete à Arene determinar o preço de venda ao público a praticar em todo território moçambicano de acordo com cálculos estabelecidos na lei.

Os preços anunciados podem ser mais altos nos postos fora das circunscrições territoriais de cidades com terminais de distribuição (Matola, Beira, Nacala e Pemba), uma vez que a lei prevê que possa haver um acréscimo relativo aos custos de transporte para esses postos.

Recorde-se que o último ajustamento de preços tinha ocorrido há quase um ano, em Novembro de 2020, sendo que na altura os preços tinham descido.

 

Lusa

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