Com a actividade turística a retomar, Cabo Verde prevê arrecadar, em 2022, receitas provenientes da taxa paga obrigatoriamente pelos turistas na ordem dos 4,2 milhões de euros que, embora venha a representar um crescimento de cerca de 97% face ao previsto arrecadar no ano em curso (2,2 milhões de euros), é ainda metade do encaixe conseguido em 2019, antes da pandemia.
Com a pandemia da Covid-19 e o início em Março de 2020 da aplicação de várias restrições às ligações internacionais para conter a propagação do novo coronavírus, as receitas vindas do turismo caíram 70,1%, para 2,6 milhões de euros, contra o pico histórico de 8,9 milhões de euros arrecadados em 2019, então com um recorde de 819 mil turistas a visitarem Cabo Verde.
A previsão de encaixe financeiro com a contribuição turística consta do documento de suporte à proposta de lei do Orçamento do Estado para 2022, que a Assembleia Nacional está a discutir nas comissões especializadas, e representa 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) esperado para o próximo ano.
Segundo a Lusa, as receitas da Contribuição Turística caíram de 2,6 milhões de euros nos primeiros sete meses de 2020 para apenas 261 mil euros, no mesmo período de 2021.
Apesar da progressiva retoma turística no início do ano em Cabo Verde, essencialmente na ilha do Sal, a receita obtida com esta taxa de Janeiro a Julho – época habitualmente de maior procura por parte dos turistas europeus – manteve-se em níveis praticamente residuais, representando uma taxa de execução de 11,8% do valor esperado pelo Governo para todo o ano.





