José Maria Neves espera que retoma da TACV traga “bons resultados” para a população

O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, afirmou ontem que a retoma dos voos da Transportes  Cabo Verde Airlines (TACV) a partir de 27 de Dezembro deste ano, mais de 20 meses depois, deve trazer “bons resultados” para a população. O pronunciamento do PR surge depois de o presidente da companhia de bandeira cabo-verdiana,…
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Mais de 20 meses depois da paralisação, a Transportes Cabo Verde Airlines retoma os voos no dia 27 deste mês e o PR cabo-verdiano espera que as coisas funcionem bem, para o beneficio da população.
Economia

O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, afirmou ontem que a retoma dos voos da Transportes  Cabo Verde Airlines (TACV) a partir de 27 de Dezembro deste ano, mais de 20 meses depois, deve trazer “bons resultados” para a população.

O pronunciamento do PR surge depois de o presidente da companhia de bandeira cabo-verdiana, ter anunciado na passada segunda-feira a retoma gradual das operações em 27 de Dezembro, com duas ligações semanais Praia – Lisboa.

“Espero que as coisas funcionem bem”, afirmou o presidente de Cabo Verde, questionado pelos jornalistas à margem de um evento oficial no Palácio Presidencial, na Praia.

Recorde-se que a companhia, renacionalizada em Julho último, não opera voos comerciais de passageiros desde Março de 2020, quando suspendeu a actividade devido às restrições internacionais para conter a pandemia de covid-19, então ainda liderada por investidores islandeses.

Recorde-se que em Março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da Cabo Verde Airlines – nome comercial da companhia) e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

O Estado cabo-verdiano assumiu no dia 6 de Julho a posição de 51% na TACV, alegando vários incumprimentos na gestão e dissolvendo de imediato os corpos sociais.

Em 26 de Novembro, a Loftleidir Cabo Verde anunciou que deu início a um processo arbitral contra o Estado cabo-verdiano alegando “violação dos acordos celebrados entre as partes”, face à renacionalização companhia aérea de bandeira TACV.

Citado pela Lusa, o grupo de origem islandesa refere que o processo arbitral decorre junto do International Court of Arbitration de Paris e afirma que a Loftleidir Cabo Verde “já tinha rejeitado todas as acusações de incumprimento contratual alegadas pelo Estado” cabo-verdiano.

O Estado de Cabo Verde “rescindiu de forma unilateral o contrato celebrado entre as partes”, gerando assim avultados prejuízos para a Loftleidir Cabo Verde”, acrescentou.

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