O BAI Cabo Verde fechou o ano 2021 com uma actualização na sua estrutura accionista, com a Sonangol a largar 4,25 pontos percentuais das suas participações para passar a deter apenas 9,20%, de acordo com dados da instituição bancária distribuídos à imprensa.
A angolana Sonangol não foi a única entidade que largou a sua posição no capital do BAI Cabo Verde para menos 10%. A alteração na estrutura de capital do banco abrangeu outros acionistas, como é o caso da sociedade de investimentos Sogei, que viu a sua participação reduzir dos anteriores 2,69% para 1,84%.
Também o BAI (Angola), que detinha uma participação de 83,85% no BAI Cabo Verde, aumentou esse peso para 88,96%.
Esta actualização da estrutura accionista surge na sequência da alteração do capital a 28 de Dezembro do ano passado. No período, o BAI Cabo Verde tinha fechado o ano com os accionistas a realizarem um aumento de capital equivalente a quase seis milhões de euros.
De acordo a Lusa, o extracto de publicitação de sociedade feito pela Conservatória dos Registos Comercial e Automóvel da Praia, de 13 de Dezembro, revela que, após esse aumento, o capital do BAI Cabo Verde passou a ser de 21,40 milhões de dólares, correspondentes, na moeda local, o escudo, a 2.092.385.000.
“O capital social é representado por 2.092.385 acções, com valor nominal de 1.000 escudos cada uma”, lê-se ainda na informação oficial do banco.
O relatório e conta da entidade revela que os lucros do BAI Cabo Verde caíram 75,1% em 2020, face ao ano anterior, para 317,17 mil dólares. No mesmo documento, o conselho de administração reconhece que, num contexto de fortes impactos provocados pela pandemia de covid-19, a “deterioração sistémica das condições económicas e financeiras representou um desafio” para o BAI Cabo Verde, levando “à recentragem da sua gestão com ênfase no controlo e mitigação dos riscos, desde operacionais a financeiros e estratégicos”.





