Cobrança nas portagens em Moçambique levantam onda de críticas de ONGs do país

Uma organização não governamental moçambicana, CIP, defendeu recentemente, em comunicado, que as novas portagens nalgumas estradas da Republica de Moçambique estão feridas de “inconstitucionalidade e ilegalidades” e que estas podem justificar a recusa pelos utentes ao pagamento de taxas de portagens. De acordo com a organização, este quadro de violação aos direitos das pessoas não…
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Organização de defesa dos direitos dos cidadãos no país do indico entende que o Governo é obrigado a avançar com alternativas antes do início de cobrança de portagens, de forma a garantir igualdade.
Economia

Uma organização não governamental moçambicana, CIP, defendeu recentemente, em comunicado, que as novas portagens nalgumas estradas da Republica de Moçambique estão feridas de “inconstitucionalidade e ilegalidades” e que estas podem justificar a recusa pelos utentes ao pagamento de taxas de portagens.

De acordo com a organização, este quadro de violação aos direitos das pessoas não acontece pela primeira vez no país e aponta o ano de 2015 como exemplo do que já se passou naquele Estado no que a cobrança de taxas de portagens diz respeito.

 “Tal não estaria a acontecer pela primeira vez em Moçambique: em 2015, os utentes da Estrada Nacional 7 na província de Tete recusaram-se a pagar taxas de portagens instaladas pela empresa concessionária, a Estradas do Zambeze”, lembra a ONG, em nota tornada pública no inicio desta semana.

Para o CIP, o Governo tem o dever de criar vias alternativas antes do início de cobrança de portagens, de forma a garantir o princípio da igualdade entre os cidadãos e o acesso universal aos serviços públicos.

Desde já, o CIP queixa-se ainda da “concessão de infraestruturas públicas a uma empresa privada, sem concurso público, por um período superior ao previsto na lei”.

O valor das portagens ainda deverá ser anunciado pelo Conselho de Ministros, mas o arranque da cobrança está previsto até final do primeiro trimestre deste ano ao longo da Estrada Circular de Maputo, refere a ONG.

Ao longo de cerca de 70 quilómetros de via que serve as cidades de Maputo, Matola e o distrito de Marracuene foram instaladas quatro portagens.

O CIP não é a única a bater-se contra a cobrança das portagens. Junta-se a este processo outra ONG moçambicana, o Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), que tem contestado igualmente o papel da Rede Viária de Moçambique (Revimo) e defende a revogação da concessão da Estrada Circular de Maputo.

A ONG questiona os interesses da empresa concessionária Revimo, referindo que o povo “desconhece a sua estrutura organizacional e as circunstâncias em que foi criada”.

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