Os dados sobre importações nacionais do Banco de Cabo Verde (BCV) revelam que só em Novembro de 2021 o país importou 10,2 milhões de euros em combustíveis, tratando-se do valor mensal mais alto desde o início da pandemia.
Este país lusófono, segundo estatísticas do mesmo documento do BCV, comprou ao exterior, em 11 meses de 2021, quase 73,8 milhões de euros em combustíveis de vários tipos, nomeadamente para garantir a produção de eletricidade, um crescimento homólogo superior a 130%.
De Janeiro a Novembro de 2020, período fortemente afectado pelo confinamento geral provocado pela pandemia de covid-19 (a partir de Março), o arquipélago importou 56 milhões de euros em combustíveis, segundo o histórico do BCV.
Em média, Cabo Verde – que não tem capacidade de refinação nacional – passou do equivalente a 167 mil euros diários de combustíveis importados nos primeiros 11 meses de 2020, para mais de 221 mil euros no mesmo período de 2021.
Como reflexo do progressivo aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais, os combustíveis à venda em Cabo Verde aumentaram de preço mais de 37% de Janeiro a Dezembro de 2021, segundo dados oficiais.
Em todo o ano de 2020, Cabo Verde comprou ao exterior pouco mais de 61 milhões de euros em combustíveis de vários tipos, contra os 82,3 milhões de euros em 2019.
De 2019 para 2020, com a economia a crescer mais de 5%, a importação de combustíveis por Cabo Verde aumentou mais de 1%.
Contudo, essa importação caiu para o equivalente a 166 mil euros por dia em 2020, face aos impactos da crise económica sentidos depois de março.
Os dois meses de estado de emergência, em abril e maio de 2020, com confinamento generalizado da população e restrições à circulação, bem como o encerramento do arquipélago a voos internacionais de Março a Outubro, para conter a transmissão da pandemia de covid-19, explicam a quebra de 26% no valor dessas importações no espaço de um ano, bem como a descida das cotações internacionais do petróleo, nesse período.





