Um grupo de contrabandista de viaturas de matrículas estrangeiras, com destaque para as da África do Sul, foi detido este Sábado, 22, na cidade moçambicana de Chókwè, acção que interrompe uma sequência de prejuízos que já custou ao Tesouro do país 108,5 mil dólares, de acordo com um balanço da Autoridade Tributária de Moçambique (ATM), citado pela imprensa local.
Ao todo, foram recolhidas de circulação sete viaturas, várias das quais topo de gama, que circulavam ilegalmente nas várias artérias de Chókwè, província de Gaza. Segundo o balanço policial, muitas dessas viaturas que circulavam ilegalmente tinham chapas de matrícula da África do Sul.
Um dos carros é de marca BMW e tem o prazo de importação temporária inspirado. Aliás, segundo a Polícia, esse foi um dos primeiros meios a ser interceptado. Noutro caso, uma mulher conduzia um carro de marca Mercedes Benz que também foi apreendido, já que os agentes detectaram ilegalidades.
Questionado pela Polícia, um cidadão que atende pelo nome de Joconias dos Santos, residente em Chókwè, diz saber da necessidade de legalizar as viaturas com matrícula estrangeira, mas reclama dos valores cobrados. “Os carros foram comprados na África do Sul, mas, para mudar a matrícula aqui, é muito caro”, justificou dos Santos.
Dos detidos não é tudo. Consta da lista outro moçambicano apresentado apenas por Lhamine. Este terá sido interceptado enquanto conduzia a sua viatura, também fora da legalidade exigida.
Para já, os proprietários dos carros sujeitam-se assim a uma multa, pelo que só vão ter novamente os veículos na sua posse depois de regularizar a documentação, segundo as Alfândegas do país do indico.
“Identificamos Chókwè como de grande potencial de invasão fiscal ligada à importação irregular de viaturas. Fomos ao terreno e, em 45 minutos, conseguimos interceptar sete viaturas, que estavam na ostentação de matrícula estrangeira e outras ultrapassaram o período de importação definido por lei”, disse Fernando Tinga, porta-voz das Alfândegas de Moçambique, tendo avançado que operações do género vão decorrer em todo o país.
Devido à complexidade e risco associado à operação levada a cabo pelos agentes das Alfândegas, a retirada das sete viaturas não foi pelo mesmo caminho de entrada àquela cidade, senão via Chókwè para o distrito de Guijá, depois Chibuto, de seguida Limpopo e, por fim, cidade de Xai-Xai, a capital da província de Gaza, onde os carros se encontram parqueados em segurança nos Serviços Provinciais das Alfândega





