Mais 748 milhões USD do FMI a caminho para reforçar finanças angolanas

Angola deve receber, nos próximos dias, mais 748 milhões de dólares, a última tranche dos 4,5 mil milhões de dólares que solicitou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para o reforço das finanças e potenciar a actividade da administração pública, avançou o Ministério das Finanças do País em nota divulgada no seu website. Assim, e com…
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Dinheiro é parte do total de 4,5 mil milhões USD que o Fundo Monetário Internacional tinha autorizado para o país. Com a tranche de 748 mil milhões USD, fica completo o ‘bolo’ solicitado por Luanda.
Economia

Angola deve receber, nos próximos dias, mais 748 milhões de dólares, a última tranche dos 4,5 mil milhões de dólares que solicitou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para o reforço das finanças e potenciar a actividade da administração pública, avançou o Ministério das Finanças do País em nota divulgada no seu website.

Assim, e com esta tanche fica completo o ‘bolo’ de 4,5 mil milhões que tinham sido previstos e autorizados por aquele organismo de Bretton Woods, em finais de 2018, com a solicitação de Luanda dos referidos fundos. Esta última fatia foi aprovada pelo Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional (FMI), e faz parte do Programa de Financiamento Ampliado (EFE), criado pelo organismo para acudir economias em dificuldade.

Segundo a nota do Ministério das Finanças, entre outros objectivos, o Programa de Financiamento Ampliado visou o alcance e a consolidação do equilíbrio externo e fiscal da economia angolana, bem como a criação das condições para uma efectiva diversificação da economia, de modo a promover em Angola um crescimento económico sustentado e sustentável, liderado pelo sector privado.

Na nota, o FMI projecta ainda um crescimento positivo da economia nacional a partir do ano de 2022, com o sector não petrolífero a desempenhar um papel fundamental na taxa de crescimento global do país. Assim, e como foi nas avaliações anteriores, nesta última avaliação, o Conselho de Administração do FMI elogiou mais uma vez o Executivo angolano pela sua “posição firme em relação às reformas em curso no país e também pelas políticas apropriadas que tomou para fazer face aos choques negativos causados pela Covid-19 na economia e na população angolana”.

De modo particular, o FMI enalteceu o ajustamento fiscal prudente levado a cabo pelo Executivo em todo o período de duração do Programa, que envolveu ganhos no que respeita às receitas fiscais não petrolíferas e a diminuição de despesas não essenciais, ao mesmo tempo que preservou os gastos em despesas essenciais como a saúde, a educação e outros domínios do sector social.

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