O representante de Macau no principal órgão consultivo do governo da província vizinha de Guangdong, Mok Chi Wai, defendeu recentemente que as universidades de Macau e Guangdong deviam abrir campus universitários no estrangeiro, incluindo em países de língua portuguesa.
O responsável advogou ainda que as universidades de Macau e de Guangdong deviam ainda colaborar na criação de institutos conjuntos e no recrutamento de estudantes estrangeiros.
Mok Chi Wai disse durante a actual sessão da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês em Guangdong que a medida iria “reforçar a influência internacional da cultura e valores chineses”.
Desde 2011 que universidades chinesas têm criado campus ou institutos no estrangeiro, incluindo no Laos, na Malásia e no Reino Unido.
Recorde-se que o investimento chinês em África tem abrangido diversos sectores, entre eles o do ensino, que tem beneficiado jovens africanos a terem acesso ao ensino gratuito, quer na China quer no continente africano.
Em 2006, os governantes da China e alguns governantes africanos anunciaram uma grande cooperação bilateral em uma ampla gama de áreas, incluindo o ensino superior e a pesquisa científica.
A parceria tem vindo a ser concretizada, com colaborações que foram firmadas após o estabelecimento do Fórum de Cooperação China-África em 2000 e a formulação da “Política de África”, o que tem permitido a promoção e intercâmbios de estudantes e professores, estimular treinamentos em línguas africanas e chinesas e cooperação em pesquisa em áreas de interesse mútuo, como a bioagricultura, mineração e medicamentos.





