Orçamento cabo-verdiano reforçado com mais 18 milhões de euros da União Europeia

Um envelope financeiro de 18 milhões de euros é o total que o Governo de Cabo Verde deverá receber, até 2024, da União Europeia, como parte de uma Convenção de Financiamento de Apoio Orçamental no período 2021-2024 para o arquipélago, anunciou esta Segunda-feira, 24, o Executivo cabo-verdiano. Do total, o país já recebeu seis milhões,…
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Valor deve ser transferido em várias fases e deve estar concluído até 2024. Uma primeira parte do ‘bolo’ enviado pelos países da União Europeia já foi desbloqueado antes mesmo do final do ano passado.
Economia

Um envelope financeiro de 18 milhões de euros é o total que o Governo de Cabo Verde deverá receber, até 2024, da União Europeia, como parte de uma Convenção de Financiamento de Apoio Orçamental no período 2021-2024 para o arquipélago, anunciou esta Segunda-feira, 24, o Executivo cabo-verdiano.

Do total, o país já recebeu seis milhões, valor desbloqueado e já realizado para acudir programas de investimento públicos e de retoma da economia, que, devido à pandemia, se viu arrefecido.

“O primeiro desembolso, no montante de seis milhões de euros, foi antecipado e realizado ainda em Dezembro de 2021, em resposta à solicitação do Governo, mostrando o elevado compromisso da UE com Cabo Vede”, escreve o Governo, na nota.

Cabo Verde justificou a ajuda dos europeus ao seu orçamento com um pedido de apoio para a “saída da crise socioeconómica provocada pela Covid-19”, previsto ao abrigo da Convenção de Financiamento de Apoio Orçamental 2021-2024, no valor de 18 milhões de euros, assinada em 20 de Dezembro.

De acordo com o governo cabo-verdiano, o desembolso agora realizado “tem o duplo objectivo de apoiar o Governo de Cabo Verde a criar condições para a saída da crise económica e social provocada pela pandemia da Covid-19”, além de que vai ajudar a cumprir duas metas estratégicas do arquipélago, nomeadamente a erradicação da pobreza extrema até 2026 e a garantia de 50% de fontes renováveis na combinação energética do país, até 2030.

“Após o apoio já concedido no âmbito das medidas de mitigação das consequências sociais da crise da Covid-19, a UE apoia agora o Governo a reforçar o sistema de protecção social e a desenhar uma estratégia para erradicar a pobreza extrema em Cabo Verde até 2026. A ambição do Governo de atingir a utilização de 50% de fontes de energia renovável até 2030 criará oportunidades para um crescimento mais inclusivo e mais ‘verde’”, descreve o documento.

O Executivo entende, por isso, que a Convenção de Financiamento de Apoio Orçamental 2021-2024 “é um exemplo concreto da parceria entre a União Europeia e Cabo Verde, que visa apoiar o país no que se designou por um “rumo para uma recuperação sustentável”, isto é, do ponto de vista social e económico, como ambiental.

Devido às pressões da Covid-19, Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística, sector que, aliás, garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago.

Dados oficiais revelam que, em 2020, o país registou uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB. O Governo cabo-verdiano admite que a economia possa ter crescido entre 6,5 e 7,5% em 2021, impulsionada pela retoma da procura turística, e prevê 6% de crescimento em 2022.

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