A Fundação Gulbenkian e a Fundação “la Caixa” vão apoiar três projectos de instituições científicas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), nas áreas de microbioma, cancro e Covid-19, num investimento de cerca de 500 mil euros até 2023.
Os projectos, seleccionados por um júri internacional, são liderados por investigadores de Angola, Cabo Verde e Moçambique, que participaram no curso de Gestão de Ciência, uma iniciativa promovida pelas duas fundações, entre 2018 e 2020. Segundo um comunicado da Fundação Gulbenkian, o curso envolveu cerca de 50 investigadores, nas três edições.
A Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação “la Caixa” têm vindo a desenvolver um programa anual – “Curso de Gestão de Ciência” – dirigido a investigadores e gestores de instituições de investigação, públicas ou privadas, na área da saúde, nomeadamente diretores científicos, coordenadores e gestores de programas dos PALOP.
Quanto aos projectos, o Instituto Nacional de Investigação em Saúde, através do Centro de Investigação em Saúde de Angola, vai desenvolver um projecto que tem como objectivo perceber a ligação entre a doença respiratória alérgica com a presença de helmintos (parasitas intestinais) e o papel que o microbioma intestinal possa ter na asma e no controlo dos helmintos.
Já o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique foi outro dos vencedores do concurso com o projecto que consiste no estudo do SARS-Cov-2 em crianças de três escolas primárias de bairros urbanos, periurbanos e rurais de Maputo.
Os investigadores vão analisar a taxa de mortalidade e morbilidade nestas faixas etárias, assim como realizar um estudo epidemiológico e um inquérito de seroprevalência que permitirá perceber a exposição ao vírus pelas crianças.
Por seu lado, a Universidade de Cabo Verde vai desenvolver o projecto que tem como propósito perceber a incidência do cancro da próstata, em Cabo Verde e Moçambique, fazer um estudo biológico e saber qual o subtipo mais frequente daquele que é o cancro que mais mata no arquipélago.





