O Estado, através do Ministério das Finanças, colocou à venda 30% das suas participações sociais na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), de acordo com um recente despacho presidencial.
A estratégia do Governo, citada na edição online do Novo Jornal, prevê que a privatização das participações sociais da BODIVA, SA. devem ser feitas de forma faseada, com a primeira etapa a ser efectivada por via de concurso limitado por prévia qualificação, e a segunda através de oferta púbica inicial em Bolsa de Valores.
Como prevê o Programa de Privatizações (PROPRIV), a BODIVA faz parte dos 63 activos e participações do Estado a privatizar até final de 2022, numa lista que inclui empresas como a seguradora estatal ENSA, Banco Caixa Angola, Tv Cabo, Sonagalp, Multitel, 25 unidades industriais da Zona Económica Especial (ZEE), Moagem 10 de Dezembro, rede de supermercados Nosso Super, Banco Angolano de Investimento, CIF e 13 activos do grupo Sonangol.
Para a materialização deste desiderato, que consta do Programa de Privatizações do Estado, o Presidente angolano, João Lourenço, delega competências à ministra das Finanças, com a faculdade de subdelegar, para a determinação do percentual do capital social a privatizar, verificação da validade e legalidade de todos os actos subsequentes, designadamente a abertura do procedimento, nomeação da Comissão de Negociação e aprovação das peças do procedimento.
Do total previsto a ‘despachar’ por via do PROPRIV, 73 activos estão já alienados e incluem unidades empresariais dos sectores da banca, agricultura, hotelaria e turismo, finanças, seguros, indústria, telecomunicações e petróleos.





