Angola ocupa 8º lugar da lista de países africanos que mais absorvem investimento europeu

Um balanço do Acordo de Facilitação de Investimentos Sustentáveis Angola-EU (SIFA, na sigla em inglês) coloca o país na oitava posição da lista de Estados que mais captam investimentos europeu, através desse mecanismo que visa fomentar as oportunidades de negócios nos dois sentidos. De acordo com o responsável da União Europeia, Carlo Petinatto, o actual…
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Posição surge ao abrigo do Acordo de Facilitação de Investimentos Sustentáveis Angola-UE, mecanismo que permite aos países africanos absorção de negócios com facilidade da Europa.
Economia

Um balanço do Acordo de Facilitação de Investimentos Sustentáveis Angola-EU (SIFA, na sigla em inglês) coloca o país na oitava posição da lista de Estados que mais captam investimentos europeu, através desse mecanismo que visa fomentar as oportunidades de negócios nos dois sentidos.

De acordo com o responsável da União Europeia, Carlo Petinatto, o actual nível de investimento europeu em Angola “não é insignificante” e haverá futuramente mais oportunidades, no quadro do SIFA, que está a ser negociado desde Junho do ano passado.

As oportunidades de negócios em Angola e o Acordo de Facilitação de Investimentos Sustentáveis Angola-UE foram alguns dos destaques do Fórum Empresarial União Europeia (UE)-África, que decorreu esta Segunda-feira, 14, em formato virtual.

Citado pela Lusa, Carlo Petinatto, que também é o chefe da Unidade de Investimento e Propriedade Intelectual da União Europeia, referiu que Angola está entre os dez principais parceiros africanos da UE, ocupando a oitava posição e captando cerca de 6% do investimento directo em África que, em 2019, representava 14 mil milhões de euros em stock de investimento.

“Acreditamos que há um forte potencial para captar mais investimento no futuro”, destacou, apontando que Angola “está em vias de aderir” ao acordo de parceria económica entre a UE e a região da SADC – Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, o que “será mais um motivo para promover mais investimento”.

Aquele responsável referiu ainda que isto permitirá a todas as empresas sediadas em Angola exportarem para a União Europeia sem taxas alfandegárias e com procedimentos mais facilitados, embora o acordo se aplique ao comércio transfronteiriço e não ao investimento.

“Por isso, começámos a discutir a possibilidade de avançar com o Acordo de Facilitação dos Investimentos Sustentáveis”, apontou Pettinato, para quem a estratégia é um conceito com que Angola já está familiarizada.

Carlo Petinatto considera ainda que Angola seria o primeiro parceiro a nível mundial com quem o organismo negociaria um acordo de fomento de investimento bilateral, que é um projecto piloto para a entidade.

Para o responsável, os principais objectivos do memorando são facilitar a atracção, expansão e retenção do investimento entre Angola e o bloco comunitário europeu, melhorando a transparência e previsibilidade das regras relativas ao investimento, simplificando procedimentos, e promovendo o diálogo entre os sectores público e privado.

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