Cabo Verde desembolsou 85,8 milhões de euros em 2021 para importar combustíveis

Um total de 85,8 milhões de euros foi o valor que o Governo cabo-verdiano gastou em todo ano de 2021, para a compra de combustíveis no exterior, segundo o relatório do Banco de Cabo Verde (BCV), que detalha as importações e exportações do arquipélago. Em média, Cabo Verde gastou o equivalente a 235 mil euros…
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O arquipélago, que não tem capacidade de refinação nacional, chegou a gastar em média 235 mil euros por dia, em 2021, de acordo com dados oficiais.
Economia

Um total de 85,8 milhões de euros foi o valor que o Governo cabo-verdiano gastou em todo ano de 2021, para a compra de combustíveis no exterior, segundo o relatório do Banco de Cabo Verde (BCV), que detalha as importações e exportações do arquipélago.

Em média, Cabo Verde gastou o equivalente a 235 mil euros por dia em combustíveis em todo o ano de 2021, um aumento de praticamente 40% face ao ano anterior, segundo dados oficiais compilados pela Lusa.

Em 2020, por exemplo, ano fortemente marcado pela pandemia da Covid-19 e pelo confinamento generalizado, essas importações tinham custado a Cabo Verde mais de 6.793 milhões de escudos (61 milhões de euros), em combustíveis de vários tipos, contra os 9.164 milhões de escudos (82,3 milhões de euros) em 2019.

Cabo Verde – que não tem capacidade de refinação nacional – passou do equivalente a 168 mil euros diários de combustíveis importados em 2020 para 235 mil euros em 2021, um aumento de 39,8%.

Por outro lado, como reflexo do progressivo aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais, os combustíveis à venda em Cabo Verde aumentaram de preço mais de 37% de Janeiro a Dezembro de 2021, segundo dados oficiais.

De 2019 para 2020, com a economia a crescer mais de 5%, a importação de combustíveis – necessária também para a produção de electricidade – por Cabo Verde aumentou mais de 1%.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, afirmou anteriormente que o Governo já está a fazer um “esforço” para mitigar as consequências do impacto do aumento do preço dos combustíveis no arquipélago, que em Outubro último levaram a um aumento médio nas tarifas de electricidade de 30%.

“Nós baixámos o IVA de 15% para 8%, não só na eletricidade, mas também na água, aumentámos o nível de devolução da tarifa social de 30% para 50% para as famílias de menor rendimento e também introduzimos a dedução fiscal de 130% para as empresas relativamente ao custo com energia”, disse o primeiro-ministro.

O governante apontou que o arquipélago vive o que espera ser uma situação conjuntural, mas que o Executivo está a analisar medidas para reduzir os seus efeitos.

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