O maior projecto de desenvolvimento de café em Moçambique, a Agrotur, reforçou-se com um total de 1.600 camponeses para atingir a meta de plantio de 400 hectares de café orgânico na região de Chimanimani, até Abril próximo, de acordo com números dos promotores da iniciativa.
Lançado em 2020, o projecto da Agrotur iniciou operações com o plantio de 100 mudas de café arábica, num campo experimental da zona tampão do Parque Nacional de Chimanimani, o que rendeu na primeira colheita, em 2021, cerca de 550 quilos de café, conforme resumiu, António Tomo, engenheiro florestal, à Lusa.
Só em 2020, a empresa introduziu cinco variedades de sementes importadas do Brasil e Zimbabwe, o que permitiu, segundo descrição de António Tomo, a produção de 1,2 milhões de mudas de café, que estão a ser distribuídas aos produtores desde final de 2021 para o plantio dos 400 hectares, e que se prevê venha a ser concluído em Abril.
“Esperamos daqui a 10 anos atingir o pico da produção de café Chimanimani”, apontou o responsável, para quem os marcos serão atingidos quando a empresa alcançar a meta de 3.000 camponeses e produzir em 3.500 hectares, sendo 500 de área da empresa.
Apesar disso, Tomo não tem dúvida de que este ano a Agrotur será a empresa com a maior área de café plantada em Moçambique.
Além da produção do café orgânico em sistema agroflorestal, que inclui o reflorestamento de áreas degradadas e desmatadas da reserva para a salvaguarda dos solos, flora e fauna, a empresa quer criar rendimento às famílias dos trabalhadores.





