Mais de 200 mil novos negócios foram criados no Brasil, em 2021, com a redução das medidas de controlo da propagação da pandemia, revelando assim uma recuperação económica, no período, indicam dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Estes números foram atingidos, segundo o mesmo organismo, graças ainda à recuperação económica que se assiste no país, após a grave crise gerada pela pandemia da Covid-19.
Assim, o número de estabelecimentos comerciais activos no Brasil cresceu 9,3% no último ano, passando de 2,2 milhões no final de 2020 para 2,4 milhões em Dezembro de 2021, com a abertura de 204,4 mil novos negócios.
O órgão que junta os comerciantes do país revelou ainda que o número de negócios de retalho criados em 2021 mais do que dobrou os quase 75.000 alcançados em 2020 devido às restrições impostas pela pandemia.
Para o CNC não há outra variável que terá contribuído mais nas contas e na subida dos números, senão a queda das medidas de controlo da pandemia. Em nota, a entidade atribuiu a evolução do sector ao fim das restrições sanitárias impostas em 2020, que limitavam o funcionamento do comércio e a mobilização dos consumidores.
À queda das restrições soma-se, segundo o CNC, a recuperação económica do Brasil no ano passado, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo.
“A flexibilização das restrições impostas ao comércio nos diversos Estados e municípios, principalmente ao final da segunda vaga da pandemia, bem como o avanço da vacinação, contribuíram para uma tendência de aumento da circulação de consumidores e, com certeza, estimularam o movimento de reabertura de estabelecimentos comerciais”, disse o presidente do CNC, José Roberto Tadros, citado na nota.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia do país cresceu 4,6% em 2021, a sua maior expansão nos últimos 11 anos, após cair 3,9% em 2020, a maior queda em 24 anos.
O crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil no ano passado foi impulsionado principalmente pela recuperação do sector de serviços, que inclui o comércio e que cresceu 4,7%. As vendas do comércio, por sua vez, avançaram 1,4% em volume, no ano passado, face a 2020.
Segundo a CNC, a facturação do comércio brasileiro cresceu 4,5% em termos reais em 2021 (descontada a inflação), representando o maior aumento anual desde 2018. Em 2020, as vendas caíram 1,4% em termos reais.
Com Lusa





