PR eleito de Timor-Leste inicia diplomacia económica e pede ao homólogo português mobilização de investidores

Numa comunicação à imprensa dias depois de ser eleito, o novo Presidente timorense projecta apelar ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa uma ajuda na mobilização de investidores portugueses para o país, a pensar nas potencialidades regionais. Chama-se José Ramos-Horta, e é o novo líder da Nação timorense eleito recentemente, que, entre as suas agendas tornadas…
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Chama-se José Ramos-Horta, líder da Nação timorense eleito recentemente, que já tem agenda para quando Rebelo Sousa chegar ao país. Entre os temas, Presidente vai pedir mais investimentos lusos.
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Numa comunicação à imprensa dias depois de ser eleito, o novo Presidente timorense projecta apelar ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa uma ajuda na mobilização de investidores portugueses para o país, a pensar nas potencialidades regionais.

Chama-se José Ramos-Horta, e é o novo líder da Nação timorense eleito recentemente, que, entre as suas agendas tornadas públicas, prevê um amplo movimento de captação de investimentos para o país, em que espera contar com apoio de Rebelo Sousa.

“O que gostaria de ver, via o Presidente e o Governo, era realmente mobilizar investidores portugueses para Timor-Leste, com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e outros bancos portugueses e, via Portugal, o europeu Exim Bank, ajudem e apoiem investimentos portugueses e europeus em Timor-Leste”, afirmou José Ramos-Horta, em entrevista à Lusa.

Para Ramos-Horta, não é filantropia. Aliás, atesta que o seu país tem um mercado de 700 milhões de pessoas e defende que Timor-Leste “é o trampolim e é do interesse pragmático”.

José Ramos-Horta falava à Lusa a menos de um mês de tomar posse oficialmente no cargo, em 20 de Maio, numa cerimónia em que estarão presentes várias individualidades internacionais, com destaque para Marcelo Rebelo de Sousa, esperado em Díli a 18 do mesmo mês.

“Há muitos anos que não temos a visita de um chefe de Estado português, mas Portugal está sempre presente. Felizmente Portugal, embora longe, tem sido um amigo seguro em tempos maus, em tempos bons. Portugal tem estado sempre connosco e é a porta de Timor para a Europa”, referiu.

Entre outras questões que o novo líder timorense quer levar a discussão, consta o processo de obtenção de nacionalidade portuguesa pelos timorenses que a ela têm direito. O moroso processo obriga a que os documentos tenham que viajar até aos serviços centrais em Lisboa com a resolução a demorar, em alguns casos, vários anos.

“Faz muita diferença se colocarem aqui funcionários, reforçar a Embaixada, alguém dos serviços centrais para com maior celeridade outorgar aos timorenses que têm direito ao passaporte português, que é o cartão de livre de acesso à União Europeia”, declarou.

O Chefe de Estado referiu ainda que já não é apenas para o Reino Unido que os cidadãos timorense caminham, mas, sublinhou, “muitos estão a ir para outros países e eu estou em contacto com amigos na Alemanha para ver se a Alemanha abre um programa especial para trabalhadores timorenses. E Portugal pode agilizar a questão dos passaportes para timorenses”.

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