Grupo Vinci cria nova empresa para gerir aeroportos em Cabo Verde

Uma nova companhia ligada ao grupo Vinci foi constituída para, entre outros, gerir a concessão dos aeroportos e aeródromos do país, que vai ser formalmente liderada por Nicolas Notebaert, responsável pelas concessões internacionais da multinacional, de acordo com um extracto de publicação da constituição da empresa, citado pela Lusa. Constituída com um capital social de…
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Constituída pelo grupo Vinci com um capital social equivalente a 22.700 euros, a empresa chama-se Cabo Verde Airports SA e está sedeada na cidade da Praia.
Economia

Uma nova companhia ligada ao grupo Vinci foi constituída para, entre outros, gerir a concessão dos aeroportos e aeródromos do país, que vai ser formalmente liderada por Nicolas Notebaert, responsável pelas concessões internacionais da multinacional, de acordo com um extracto de publicação da constituição da empresa, citado pela Lusa.

Constituída com um capital social de 2.500.000 escudos (22.700 euros), a empresa chama-se  Cabo Verde Airports SA e tem sede na cidade da Praia, tendo como presidente do conselho de administração Nicolas Notebaert e administradores Thierry Franck Ligionniere e Remi Guy Longevialle.

Segundo informação da Vinci, Nicolas Notebaert é membro do comité executivo do grupo, com as funções de director-executivo da Vinci Concessions, com responsabilidade numa rede de infra-estruturas em 22 países, incluindo 53 aeroportos e 30 infra- estruturas rodoviárias e vários projectos ferroviários, entre os quais a linha de alta velocidade South Europe Atlantique, em França.

O Governo cabo-verdiano já tinha anunciado, no início do mês, que vai atribuir a concessão dos aeroportos e aeródromos à sociedade Vinci Airports SAS, por um período de 40 anos, num negócio em que o Estado vai receber 80 milhões de euros, além de bónus das receitas brutas. A ANA – Aeroportos de Portugal vai ter 30% das participações na sociedade de direito cabo-verdiano criada para celebrar o contrato de concessão, que deverá acontecer nos próximos seis meses.

A Cabo Verde Airports SA, refere ainda o extrato da conservatória, tem por objecto principal as actividades e serviços de exploração em regime de concessão, do serviço público aeroportuário de apoio à aviação civil em Cabo Verde e, acessoriamente, poderá a sociedade explorar actividades e realizar operações comerciais e financeiras relacionadas directa ou indirectamente, no todo ou em parte, com o objectivo principal ou que sejam susceptíveis de facilitar ou favorecer a sua realização.

O primeiro-ministro cabo-verdiano afirmou este mês que a adjudicação directa da concessão dos aeroportos do arquipélago ao grupo Vinci foi uma opção do Governo que cumpre a lei e que justificou com as garantias recebidas da empresa.

“Acabamos por fazer uma boa escolha. A Vinci é uma empresa de referência mundial, das cinco melhores do mundo em gestão aeroportuária, que nos garante que temos uma boa solução”, afirmou Ulisses Correia e Silva.

Confrontado por a decisão não ter envolvido um concurso público para a entrega dessa concessão, Ulisses Correia e Silva assumiu tratar-se de uma opção governativa que “está prevista na lei”.

Com Lusa

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