A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mobilizou, no último fim de semana, 650 mil dólares para Cabo Verde mitigar os efeitos das crises mundiais e da seca prolongada, no sentido de melhorar a situação de muitas famílias nas ilhas de Santo Antão e de Santiago e salvaguardar a segurança alimentar no país.
“Pretendemos abranger 1.300 agregados familiares, com os objectivos de assegurar a acessibilidade dos meios para as famílias mais vulneráveis, através da geração de rendimento e do seu envolvimento em actividades de trabalho comunitário até final do ano 2022”, referiu Ana Touza, representante da FAO no arquipélago.
Citada pela lusa, a responsável reforçou que, durante os próximos meses, que considerou “críticos”, pretende-se ainda assegurar a progressiva descapitalização e a salvaguarda dos meios de subsistência dos pastores mais vulneráveis, para garantir a segurança alimentar e diversidade nutricional das crianças, com idade escolar nas áreas mais vulneráveis, através do reforço das cadeias de produção locais e ligações aos mercado.
Por sua vez, o ministro da Agricultura e Ambiente de Cabo Verde, Gilberto Silva, considera que a resposta daquela organização da ONU demostra a confiança nas políticas implementadas pelo governo para mitigar os efeitos da tripla crise que afecta Cabo Verde.
“Estes dois projectos vêm ajudar a dar resposta ao reforço da resiliência, em si, e permitir que nas ilhas mais afectadas possamos intervir de forma muito mais directa, ajudando as famílias com possibilidades de poderem trabalhar e ganhar mais rendimentos. Para poderem adquirir alimentos e satisfazer as suas necessidades, mas também intervir a nível de escolas, uma vez que temos uma população jovem a estudar, bastante sensível, que precisa também de ter toda a assistência”, referiu.
O governo de Cabo Verde, através dos parceiros internacionais, vem mobilizando recursos para mitigar as consequências de cinco anos de seca severa no país, aliada aos efeitos económicos que ainda se sentem da pandemia da Covid-19 e agora da crise inflacionista derivada da guerra na Ucrânia.





