Um dia depois da votação e quando já são conhecidos os primeiros resultados daquelas que foram as quintas eleições em Angola, consideradas por muitos como as mais disputadas até aqui, o país voltou a normalidade, embora em alguns pontos se tenha registado um movimento brando, fora do comum em dias normais de trabalho.
Na capital, Luanda, por exemplo, não se registou a habitual presença de cidadãos nas mais diversas artérias, tal como se notou alguma fluidez no trânsito automóvel, em zonas normalmente críticas.
A razão do pouco movimento verificado, sobretudo em Luanda, pode estar relacionado com o receio que os cidadãos têm sobre eventuais reacções negativas aos resultados provisórios, que começaram a ser divulgados às primeiras horas desta Quinta-feira, 25, pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e que dão vantagem ao MPLA, partido no poder, em 15 das 18 províncias do país.
Por outro lado, algumas pessoas optaram por se manter em suas residências, ansiosos e expectantes, a acompanharem pelos órgãos de comunicação social, a actualização dos números da votação.
Pelo que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA pode apurar, muitas empresas privadas, como medida de precaução à possíveis manifestações violentas, decidiram manter as portas encerradas até a divulgação definitiva dos resultados das eleições gerais de 24 de Agosto.





