Donativos internacionais a Cabo Verde caem 23,3% até Junho

Dados do Ministério das Finanças de Cabo Verde revelam que os donativos internacionais recebidos pelo país caíram 23,3%, até Junho, face ao mesmo período de 2021, altura em que atingiu 4,8 milhões de euros, muito abaixo da previsão governamental. Segundo o relatório sobre a execução orçamental de Janeiro a Junho de 2022, essas transferências envolvem…
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Em seis meses, as transferências atingiram os 4,8 milhões de euros, equivalente a apenas 13,5% do orçamentado pelo Governo como previsão para todo o ano de 2022.
Economia

Dados do Ministério das Finanças de Cabo Verde revelam que os donativos internacionais recebidos pelo país caíram 23,3%, até Junho, face ao mesmo período de 2021, altura em que atingiu 4,8 milhões de euros, muito abaixo da previsão governamental.

Segundo o relatório sobre a execução orçamental de Janeiro a Junho de 2022, essas transferências envolvem ajuda alimentar, donativos directos e apoios de governos ou de organizações internacionais.

Em seis meses, como sublinha a Lusa, as transferências ascenderam a 529 milhões de escudos (4,8 milhões de euros), equivalente a apenas 13,5% do orçamentado pelo Governo como previsão para todo o ano de 2022, que espera receber apoios superiores a 3.982 milhões de escudos (36,1 milhões de euros).

Em Julho deste ano, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, ressaltou que o Estado tem absorvido os principiais impactos da crise provocada pela guerra na Ucrânia, mas pediu uma frente comum nacional, “que cerre fileiras”, para responder às consequências, voltando a pedir apoio internacional.

Os donativos e ajuda orçamental visam essencialmente apoiar programas de reforço de saúde primária e educação, criação de emprego, formação profissional, apoio ao sector informal e a implementação de programas de reforço do rendimento das famílias, face aos impactos da Covid-19 no arquipélago.

A economia cabo-verdiana cresceu 7% em 2021, impulsionada pela retoma da procura turística. Para o ano em curso, previa-se inicialmente um crescimento de 6%, projecção que foi revista em baixa para 4%, “devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia”.

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