Acções do Banco Caixa Angola podem render cerca de 58 milhões USD ao Estado

Cerca de 25 mil milhões de kwanzas (57,5 milhões de dólares) é o valor que poderá ser arrecadado, de forma indirecta, pelo Estado angolano com a venda dos 25% do capital social que detém no Banco Caixa Geral de Angola (BCGA), através da Sonangol, EP (24%) e a Sonangol Holdings (1%), cuja Oferta Pública Inicial…
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OPI dos 25% do capital social detido pela Sonangol foi apresentada pelo banco. O preço unitário das acções vai variar entre 4.250 ks a 5.000 kwanzas. Administração espera que procura supere a oferta.
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Cerca de 25 mil milhões de kwanzas (57,5 milhões de dólares) é o valor que poderá ser arrecadado, de forma indirecta, pelo Estado angolano com a venda dos 25% do capital social que detém no Banco Caixa Geral de Angola (BCGA), através da Sonangol, EP (24%) e a Sonangol Holdings (1%), cuja Oferta Pública Inicial (OPI) foi apresentada em conferência de imprensa, nesta Terça-feira, 06, pela administração da instituição.

A previsão foi feita pelo administrador executivo do BCGA, Francisco dos Santos, tendo referido que a recepção das ordens de compra, por parte de eventuais investidores no mercado da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), teve início na Segunda-feira, 05 de Setembro, devendo decorrer até ao próximo dia 16 deste mês, numa operação supervisionada pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC).

Dos 25% do capital social da instituição bancária detidos pela Sonangol, equivalentes a cinco milhões de acções, 8% serão destinados ao público em geral, 2%, aos colaboradores e membros dos órgãos sociais do BCGA, ficando os restantes 15% destinados aos actuais accionistas angolanos, segundo as regras do prospecto.

O Banco Caixa Geral de Angola, primeira instituição bancária privada a operar no mercado angolano depois da independência, dá ainda conta que o preço unitário das acções vai variar de 4.250 kwanzas, o valor mínimo e 5.000 kwanzas, o valor máximo, estando o período de subscrição a decorrer das 09h00 do dia 5 de Setembro até às 15h00 do dia 16 do mesmo mês. O limite para alteração ou revogação das ordens de compra submetidas, indica a instituição, será no dia 12 de Setembro.

Francisco dos Santos afirma que a instituição bancária que está presente no país há 29 anos, pode significar para os investidores “solidez de um negócio que está repetidamente ao longo dos anos, com ampla liquidez e confortável, com comprovado histórico de retorno aos accionistas e com forte compromisso com a sociedade angolana”, além de participar numa rede bancária com presença em cinco países africanos, três do continente americano, oito europeus e em três asiáticos.

“O que podemos revelar aqui é esperança de que a procura supere a oferta”, disse.

Por sua vez, o Chefe do Departamento de Acompanhamento das Empresa Públicas do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Ednilson de Sousa, apela aos investidores que participem “activamente”, tirando proveito desta, que considera ser “uma oportunidade brilhante” de investir e tornar-se sócio de “um banco sólido” e que se torna, por esta via de negociação, a segunda instituição bancária cotada na Bolsa de Dívida e Valores de Angola, depois o Banco Angolano de Investimentos (BAI).

O Estado português através da Caixa Geral de Depósitos é o maior accionista do Caixa Angola, com 51%, sendo o restante capital distribuído pelos empresários angolanos António Mosquito e Jaime Freitas (12% cada um), Sonangol EP (24%) e Sonangol Holding (1%).

A venda dos 25% do capital social do Caixa Angola pertencentes até ao momento ao Estado, enquadrada no Programa de Privatizações aprovado pelo governo angolano em 2019, que tem como objectivo a promoção da estabilidade macroeconómica.

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