O Relatório sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado há dias, coloca Portugal e Timor-Leste entre os países de língua portuguesa que apresenta a distribuição de rendimentos mais justa entre ricos e pobres.
De acordo com o indicador que mede o desvio da distribuição de rendimento entre indivíduos ou agregados familiares de um país (coeficiente Gini – em que um valor de zero (0) representa uma distribuição de absoluta igualdade e 100 sinaliza desigualdade absoluta), Timor-Leste lidera o conjunto de nove países lusófonos, com um coeficiente de 28.7.
Portugal, país que segue Timor-Leste do ponto de vista da equidade da distribuição de rendimento, apresenta um coeficiente de Gini de 32.8, afrente da Guiné-Bissau (34.8).
No outro lado desta escala, Moçambique apresenta o pior registo deste indicador de entre os países lusófonos (54.0), seguido de Angola (51.3), Brasil (48.9), Cabo Verde (42.4) e São Tomé e Príncipe (40.7).
O documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), consultado pela Lusa, aponta que a quota de rendimento nacional, antes de impostos detida por 1% dos moçambicanos mais ricos em 2021, foi de 31,1%, e a dos 10% mais ricos entre 2010 e 2021 foi de 45,5%, enquanto a dos 40% mais pobres no mesmo período foi de 11,8%.
De entre os países de língua oficial portuguesa, a Guiné Equatorial é o que mais lugares sobe no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2021 em relação a 2020 – sobe dois lugares para a posição 145ª no ranking geral – e depois, apenas Portugal, São Tomé e Príncipe Angola sobem este ano um lugar, para a 38ª, 138ª e 148ª posições respectivamente.
Os restantes países lusófonos caem uma posição – são os casos do Brasil (para a 87ª); Cabo Verde (para a 128ª) e Moçambique (para a 185ª) – ou mantêm o lugar ocupado em 2020: Timor-Leste mantém a 140ª posição, assim como a Guiné-Bissau que não saiu da 177ª.





