Pintora angolana e escultora portuguesa expõem “No Desaguar dos Corpos” em Lisboa

 A pintora angolana, Minela Reis e a escultora portuguesa, Ivone Gaipi, juntaram alguns dos seus trabalhos e apresentam-nos, a partir desta Sexta-feira, 07, em Lisboa (Portugal), na exposição “No Desaguar dos Corpos”, que pode ser visitada até 14 de Novembro próximo, na Galeria Artistas de Angola. Nascida no Lubango, capital da província angolana da Huíla,…
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A angolana Minela Reis e a portuguesa Ivone Gaipi juntaram-se para exporem as suas obras, de 07 de Outubro a 14 de Novembro, na Galeria Artistas de Angola, em Lisboa.
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 A pintora angolana, Minela Reis e a escultora portuguesa, Ivone Gaipi, juntaram alguns dos seus trabalhos e apresentam-nos, a partir desta Sexta-feira, 07, em Lisboa (Portugal), na exposição “No Desaguar dos Corpos”, que pode ser visitada até 14 de Novembro próximo, na Galeria Artistas de Angola.

Nascida no Lubango, capital da província angolana da Huíla, a pintora Minela Reis resolveu deixar o país em plena guerra civil, em 1981. Mas, diz, “as cores fortes, os cheiros e os contrastes de África nunca a abandonaram na vivência em Portugal”, sendo esses traços que marcam as suas obras, feitas em pastel seco, a óleo e aguarela.

Em cada quadro de Minela Reis predomina a figura humana e, segundo afirma, é desta forma que se sente a regressar a Angola, em cada tela. Além de mulheres, pinta o mar, “outro amor que a domina”.

“Forçada” a deixar o país e a sobreviver em Portugal com três filhos, sentiu-se obrigada a “arrumar” a pintura por uns tempos, optando por outros caminhos que lhe permitiram sobreviver. Recuperou o gosto e o talento a partir de 2013. Auto-didacta, dedica-se aos lápis e pincéis, “desde que se lembra”. Há quase 10 anos que dedica o tempo todo à arte.

Com o percurso completamente distinto, a escultora Ivone Gaipi tem em comum com Milena Reis a atracção por Angola, onde viveu durante quatro anos e diz ter se sentido “profundamente tocada”. O que viu e como sente Angola tenta transmitir em esculturas feitas de alginato (material muito usado na odontologia) de gesso e de resinas, usando a técnica de body casting.

Em cada escultura, Ivone centra-se nas expressões femininas, focando-se nas emoções, na transmissão dos ritmos e do cheiro africano.

Milena Reis, em nove anos, já expôs em Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, com a mostra “70 cavaquinhos 70 artistas” – um projecto do músico Júlio Pereira – e na Universidade Lusófona; na Covilhã; na Galeria Tinturaria; em Torres Vedras; na Galeria Municipal; no Bombarral; no Palácio do Gorjão; em Óbidos; Galeria Espaço Ó; nas galerias municiais da Caldas da Rainha e de Coruche, bem como participou na Bienal de Artes Plásticas de Paço de Arcos e no 1º Festival Internacional de Aguarela, em Fabriano, Itália.

Já Ivone Gaipi nasceu no Porto e participou, pela primeira vez numa exposição colectiva, com 17 anos, mas em pintura, no Fórum Jovem da Maia. Após trabalhar em recursos humanos, decide regressar e dedicar-se exclusivamente à arte, concretamente à pintura, em 2017.

Formou-se na Escócia em Bodycasting, no Edimburgh Casting Studio. Obteve também o plano de estudos avançados em pintura e desenho, pela Academia de Desenho de Cascais (Portugal) e frequentou o primeiro ano de pintura na Ar.co. A escultora participou em várias exposições individuais e colectivas em Lisboa, Palmela e Cascais.  

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