Além de expor a actividade que desenvolve há mais de 40 anos, a Sonangol espera que o acordo assinado neste Domingo, 09, com a National Petroleum Corporation of Namibia (NAMCOR) e a Namibian Ports Authority (NAMPORT), abra caminho para uma cooperação conjunta e possibilite “ajudar um país irmão”.
O desejo foi manifestado pelo Presidente do Conselho de Administração da petrolífera nacional, Sebastião Martins, à margem da terceira Reunião das Companhias Nacionais Africanas (NOCs) da Organização de Países Africanos Produtores de Petróleo (APPO), que decorreu nesta Segunda-feira, 10.
Para o PCA da Sonangol, este acordo “significa aproveitar a experiência que nós temos aqui com as bases de apoio logístico para as nossas operações petrolíferas, transferir este tipo de experiência também para uma província (da Namíbia) que vai começar a tornar-se muito importante e porque tem algumas descobertas e vai ter actividade no sector de petróleo e gás, e assim nós como empresas irmãs no mesmo continente, vamos aproveitar estas experiências para ver se, em conjunto, também tornamos aquela área eficiente”.
Quanto as vantagens para a petrolífera nacional, Sebastião Martins afirmou tratar-se sempre de uma forma de expor aquilo que é a actividade da Sonangol e, por outro lado, “ajudar um país irmão” e trabalhar em conjunto.
Em exclusivo à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, o CEO da Namcor, Immanuel Mulunga, revelou que o acordo servirá para discutir e identificar as áreas em que as três empresas podem cooperar para a criação de uma base logística na Namíbia, uma vez que, adianta, o seu país está a preparar-se para o desenvolvimento e a produção de petróleo, depois da recente descoberta de crude.
“Angola e Namíbia possuem fortes laços de cooperação, têm estado juntos na elaboração de várias parcerias, mas é importante transferir esta irmandade para os negócios entre os dois países”, disse Immanuel Mulunga , para quem não bastam as trocas comerciais. “Acho que é o momento oportuno para criarmos ideias de como fazer negócios entre nós e acredito que esta será a oportunidade perfeita para Angola ir à Namíbia e investir, assim como nós também estamos a investir em Angola.
De recordar que a Namcor adquiriu, há tempos, 10% das participações da Sonangol no bloco 15 e no bloco 6. O CEO da empresa namibiana defende, por isso, que o investimento e o negócio entre os dois países devem ser recíprocos.
Neste Domingo, 09 de Outubro, o PCA do conselho de administração da Sonangol, Gaspar Martins, o CEO da Namcor, Immanuel Mulunga e o PCA da Namport, Andrew Kanime, assinaram um Memorando de Entendimento.
O memorando tem como objectivo o desenvolvimento de uma base logística integrada de apoio à indústria de petróleo e gás na Namíbia, semelhante à da Sonils (em Luanda, Angola) um projecto classificado como “estruturante e de importância estratégica”.