Cinco projectos moçambicanos e um angolano foram contemplados num programa euro-africano de financiamento, para apoiar o desenvolvimento e a capacitação dos sectores criativo e cultural na região austral de África.
Segundo a organização, os seis projectos receberão um total de cerca de 473.400 euros, no âmbito do Sound Connects Fund, instrumento criado pela Fundação Música em África e pelo Instituto Goethe para apoiar iniciativas nas áreas das artes performativas, cinema, fotografia e videojogo.
“Residência Nzinga”, o único projecto contemplado, da iniciativa cultural Movart de exposições itinerantes de arte, e que consiste no acolhimento de residências artísticas, em Luanda, para proporcionar o contacto de artistas africanos com audiências internacionais, tem um orçamento de 90.700 euros e será desenvolvido até Julho de 2023.
Entre os projectos moçambicanos contemplados no Sound Connects Fund, o de maior financiamento (180.000 euros), segundo a Lusa, é o da Khuzula Investments, que consiste no desenvolvimento de um hub criativo em Maputo, até Maio de 2023, para acolhimento e formação de artistas nas áreas de negócios e cultura.
Outros dois projectos moçambicanos são o Nahota Sea Sound, da produtora YC Films, e o Festival Macuti, do gabinete de conservação da ilha de Moçambique, ambos com 60.000 euros.
O financiamento provém de verbas da União Europeia e da Organização de Países Africanos, do Caribe e do Pacífico.




