Cabo Verde prevê gastar 1,2 milhões de euros em avião de emergência

Um total de 1,2 milhões de euros é o que o Governo cabo-verdiano prevê gastar em 2023 com o projecto “Patrulhamento Aéreo e Emergência”, que envolve a compra de uma aeronave para a guarda costeira. Em causa está a verba inscrita para o efeito na proposta de lei do orçamento do estado para o próximo…
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Projecto faz parte da proposta de lei do orçamento do estado para 2023, numa altura em que o arquipélago permanece sem meios aéreos do Estado para patrulhamento, socorro ou evacuações médicas.
Economia

Um total de 1,2 milhões de euros é o que o Governo cabo-verdiano prevê gastar em 2023 com o projecto “Patrulhamento Aéreo e Emergência”, que envolve a compra de uma aeronave para a guarda costeira.

Em causa está a verba inscrita para o efeito na proposta de lei do orçamento do estado para o próximo ano, numa altura em que o arquipélago permanece sem qualquer meio aéreo do Estado para patrulhamento, socorro ou evacuações médicas, sem, no entanto, garantir que a aquisição seja concluída no próximo ano, de acordo com documentos consultados pela Lusa.

“A Guarda Costeira será dotada de um avião para fiscalização do espaço aéreo e marítimo e ações de emergência médica. O processo de aquisição está em curso”, garantiu este mês o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva.

A proposta adianta que “os desafios actuais requerem do Estado e das Forças Armadas uma intervenção conjunta e capacidade de projecção de forças cuja concretização depende inevitavelmente da aquisição de meios aéreos adequados e flexíveis que permitam a execução de operações múltiplas e maximizem as diferentes valências das Forças Armadas”.

Para esse efeito, acrescenta o documento, foi previsto o projecto “Patrulhamento Aéreo e Emergência”, orçado com 132 milhões de escudos (1,2 milhões de euros), “destinado a custos inerentes do processo de aquisição de aeronave, como instrumento da utilidade pública”.

A Guarda Costeira cabo-verdiana tem contado com o apoio da Força Aérea Portuguesa e Forças Armadas de outros países nas operações de patrulhamento das suas águas, devido à inexistência de qualquer meio aéreo público, enquanto as evacuações médicas interilhas são geralmente realizadas em voos comerciais.

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