As accões e participações que o Estado angolano detém nas empresas ENSA, Unitel, TV Cabo e BFA serão privatizadas por via de Oferta Pública Inicial (OPI), até o final de 2023, disse o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro de Angola, Ottoniel dos Santos.
Segundo o responsável, que falava na cerimónia de apresentação da prorrogação do PROPIV – Programa de Privatizações 2023-2026, do governo angolano, daquilo que foram capazes de identificar ao longo do processo para a submissão da proposta de prorrogação do PROPRIV, encontraram 73 activos que farão parte do plano que vai decorrer entre 2023 e 2026.
“Existem 11 activos cujo início da sua acção de privatização será marcado em 2024 e estão distribuídos pelos quatro segmentos fundamentais dos activos a privatizar, dos quais sete de referência nacional, um de participação da Sonangol [Hotel Intercontinental], e os restantes três nenhum pertence a unidade industrial da Zona Económica Especial (ZEE), Luanda-Bengo”, explicou Ottoniel.
De acordo com secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, em 2024 terá início o processo de privatização em bolsa das participações que Estado detém na Endiama, Sonangol e na Bodiva, sendo que os demais activos serão privatizados por via de concurso público e alguns com recurso a plataforma electrónica, “para garantir maior celeridade”. Entretanto, acrescenta, em 2024 mais dois activos serão privatizados, nomeadamente, a TAAG e a Aldeia Nova.
Na ocasião, o presidente do conselho da administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações Estado (IGAPE), Patrício Bicudo Vilar, fez saber que os contratos celebrados dentro do PROPIV ascenderam a 953,9 mil milhões de kwanzas, dos quais foram recebidos 568,77 mil milhões, como garantia de 2,7 postos de trabalhos directos.
Patrício Vilar considera que os indicadores gerados pelo PROPIV, “além de serem positivos, face às suas expectativas, evidenciam que as privatizações correspondem a um mecanismo potencializador da aceleração da reestruturação macroeconómica, prevista nos pilares de reforma do Estado”.





