O resultado líquido da Sociedade cabo-verdiana de Tabacos (SCT) caíram 6,7% em 2022, para 217,4 milhões de escudos (2 milhões de euros), tendo a tabaqueira aprovado o pagamento de um dividendo de 833 escudos (7,60 euros) por acção, de acordo com o relatório e contas da instituição.
Face ao resultado obtido, o conselho de administração da tabaqueira propôs a aplicação de 1,8 milhões de euros em dividendos aos accionistas, mantendo o valor dos últimos anos.
Distribuídos pelas 240.000 acções da SCT, que detém o monopólio da distribuição naquele país, trata-se de um dividendo de 833 escudos (7,60 euros) por cada acção, enquanto os restantes quase 17,5 milhões de escudos (160 mil euros) dos lucros do ano passado serão aplicados em reservas legais da empresa.
No relatório e contas, segundo noticiou a Lusa, a empresa sublinha que os gastos operacionais registaram em 2022 um acréscimo de 25%, “justificado, essencialmente, pelo aumento da Taxa Específica de 40 escudos para 70 escudos (de 36 para 64 cêntimos de euro) por maço produzido e importado”.
A aplicação desta teve impacto “directa e significativamente nos rácios e indicadores” da empresa, desde logo porque “aumenta os preços dos produtos e mercadorias” e “consequentemente o valor das vendas”, mas que também “diminui, tendencial e efectivamente, as quantidades vendidas”.
A tabaqueira cabo-verdiana viu as vendas aumentarem 14% em 2022, face ao ano anterior, para mais de 1.133 milhões de escudos (10,3 milhões de euros). O documento acrescenta-se que a SCT tem actualmente reservas de quase 430 milhões de escudos (3,9 milhões de euros) e que a reserva legal “já atingiu o valor máximo exigido por lei”, daí voltar a distribuir o mesmo valor em dividendos face a anos anteriores e que, devido à incerteza provocada pela guerra na Ucrânia, voltou a adiar a aplicação do Plano de Investimentos.
*Adnardo Barros





