A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, Sonangol, encerrou o ano de 2022 com um volume de negócios na ordem dos 13,4 milhões de dólares, observando-se um aumento de 50% quando comparado ao período de 2021, indicam dados do Relatório Anual e Contas da instituição.
De acordo com o relatório, a Sonangol registou uma EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 5,3 milhões de dólares, representando um aumento de mais de 50%, pelo segundo ano consecutivo e um resultado líquido acima de 1,8 milhões de dólares.
O documento aponta a redução contínua da materialidade das reservas de auditoria, como consequência das medidas que têm sido tomadas pelo Conselho de Administração da Sonangol, ao longo dos últimos anos.
A Sonangol, conforme descreve o documento, está convicta que, a médio prazo, irá continuar a colher os frutos da sua implantação, incluindo a eliminação integral das reservas de auditoria.
Para minimizar os impactos que poderão ocorrer, a médio e longo prazos, durante o período da transição energética e tendo em conta que as alterações climáticas poderão afectar a oferta e a procura de energia, tanto a nível local como global, a Sonangol está a diversificar a sua carteira de investimentos com parceiros de referência internacional.
Entretanto, detalha o relatório, estão em curso investimentos na área das energias renováveis, considerados piloto em Angola, dentre os quais se destacam a Central Fotovoltaica de Caraculo, no Namibe, e o Projecto Quilemba Solar, na Huíla, no segmento de Gás e Energias Renováveis.
A Sonangol, diz, está comprometida com a redução em 15%, até 2030, das emissões de gases de efeito estufa nas suas operações, colaborando com os esforços do país no cumprimento do compromisso assumido, relativamente à mitigação das mudanças climáticas, estabelecido na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC na sigla em inglês: Nationally Determined Contribution) de 2021.





