A União Europeia (UE) assinou na passada Quinta-feira, 26, três acordos para promover o Corredor do Lobito e um outro acordo de 500 milhões de euros para reforçar a área da saúde global, ao abrigo do programa Global Gateway,
“O Global Gateway fornece o enquadramento para parcerias ambiciosas e estratégicas que potenciam a transformação estrutural. As novas parcerias com a República Democrática do Congo e a Zâmbia vão apoiar o desenvolvimento de cadeias de valor sustentáveis e resilientes de minerais críticos, ao mesmo tempo que criam empregos de qualidade”, disse a presidente da Comissão Europeia.
Citada num comunicado produzido no final do Fórum Global Gateway, que decorreu Quarta e Quinta-feira da semana passada, em Bruxelas, Ursula Von Der Leyen vincou que “o corredor de transporte do Lobito também vai ‘virar o jogo’ para aumentar o comércio regional e global”, referindo-se ao projecto de criação de um corredor de transportes entre a República Democrática do Congo (RD Congo), a Zâmbia e Angola, até ao porto do Lobito.
O acordo assinado entre a União Europeia, os Estados Unidos, a RD Congo, a Zâmbia, Angola, o Banco Africano de Desenvolvimento e a Corporação Financeira Africana surge no seguimento da cimeira do G20, em Nova Deli, no mês passado, no âmbito da Parceria para as Infra-estruturas Globais e o Investimento (PGII, na sigla em inglês).
No comunicado, a UE diz que os acordos vão estabelecer uma “cooperação próxima” em cinco áreas, nomeadamente integração das cadeias de valor de minerais sustentáveis, mobilização de financiamento para o desenvolvimento de infra-estruturas, cooperação para garantir uma produção sustentável e responsável, cooperação em pesquisa e inovação, bem como construção de capacitação para aplicar as regras relevantes.
Segundo a Lusa, o memorando apresenta as principais linhas de colaboração entre as diferentes partes e define o papel e o objectivo do desenvolvimento do ‘Corredor do Lobito’, prevendo uma cooperação prioritária em três áreas, investimentos em infra-estruturas de transportes, medidas para facilitar o comércio, o desenvolvimento económico e o tráfego, assim como apoio aos sectores relacionados para aumentar o crescimento económico sustentável e inclusivo e investimentos nestes três países africanos, a longo prazo.




