O Governo angolano anunciou há instantes a saída do país da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
A informação foi avançada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, à margem da 10ª Reunião Ordinária do Conselho de Ministros, que decorre, até ao momento, sob orientação do Presidente da República, João Lourenço.
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás referiu ser esta “decisão de um país soberano que entrou voluntariamente na Organização dos Países Exportadores de Petróleo em 2006” e que agora achou por bem que chegou o momento de retirar-se da mesma.
“Nós, enquanto membros da organização, cumprimos sempre os nossos deveres e posso referir mesmo que os últimos seis anos foram caracterizados por uma participação activa, contundente do nosso país na organização, fazendo propostas para que a organização pudesse até incluir no seu seio outras dimensões”, garantiu Diamantino Azevedo.
Segundo o governante, “chegou o momento de nos concentrarmos mais nas nossas estratégias, nos nossos objectivos e metas para o nosso sector de hidrocarbonetos e assim deixarmos a organização para que essa continue no seu percurso, que tem sido importante para a estabilidade dos preços no mercado internacional”.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo é um organismo internacional que administra os assuntos relacionados à política petrolífera mundial.
No início deste mês, o governador de Angola na OPEP, Estevão Pedro, anunciara que Luanda rejeitou a quota atribuída pelo cartel, que previa uma redução, e que Angola iria manter a meta de 1 180 mil barris por dia para 2024.
No final da 36.ª reunião ministerial desta organização de 23 países, em que foram deliberadas as quotas de produção para os seus membros a partir de 01 de Janeiro de 2024, Estevão Pedro disse que “Angola não concordava” com a decisão.
“Nós já tínhamos apresentado os nossos dados, tendo em conta as capacidades do país, mas, entretanto, a decisão (da OPEP+) foi contra a quantidade que nós prevíamos”, sublinhou.
A OPEP+ apresentou uma meta de 1 110 mil barris/dia, enquanto Angola quer produzir mais 70 mil barris. Segundo o responsável, durante a reunião, Angola reafirmou a sua posição, mas ao contrário da unanimidade que tem sido habitual, a OPEP decidiu uma quota na qual Angola não se revê.
“Não nos revemos no 1 110 mil de barris/dia que é refletido no documento [comunicado da OPEP] e continuamos com a nossa proposta que é de 1 180 mil barris/dia. Este montante é o que faremos o esforço de produzir durante o ano de 2024”, reforçou.
Estevão Pedro, citado pela Lusa, sublinhou que Angola tinha apresentado uma quota de acordo com o que pode e pretende produzir, indicando que foi formalizada uma carta expressando esta posição.
“O que faltou na reunião foi o critério habitualmente utilizado que é a unanimidade”, lamentou, considerando que a posição de Angola deveria “ser aceite”, cumprindo o princípio da soberania dos países-membros.
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