A Petrobras anunciou a aquisição de 45% de participações, nos blocos exploratórios 10 e 13, e outros 25% no bloco 11, os três em São Tomé e Príncipe, sem, no entanto, revelar o valor do negócio.
Com uma participação de 40%, a britânica Shell é a operadora em todos os blocos e a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP), detém uma participação de 15%. Além da Shell, ANP-STP e Petrobras, a empresa portuguesa de energia Galp, com 20% de participação, também é sócia no bloco 11.
A aquisição segue a aprovação do conselho da petrolífera estatal brasileira para iniciar as operações no país insular da costa oeste do continente africano, marcando o retorno da Petrobras às actividades exploratórias em África.
O negócio faz parte do memorando de entendimento (MoU) assinado em Março de 2023 pelos presidentes da Petrobras e da Shell, Jean-Paul Prates e Wael Sawan, respectivamente.
Para Jean-Paul Prates, novas fronteiras, como os blocos adquiridos hoje, são essenciais para que a demanda de energia seja atendida. “Por essa razão, buscamos repor reservas e desenvolver novas fronteiras exploratórias que garantam que atendamos a demanda de energia durante a transição energética com a menor pegada de carbono possível”, acrescentou.
No âmbito do citado MoU, as empresas de energia pretendem explorar novas oportunidades de negócios no segmento upstream, entre outros.
A Petrobras disse que esse movimento estratégico faz parte da estratégia de longo prazo da companhia para reconstruir as reservas de petróleo e gás, explorando novas fronteiras e fomentando parcerias. Entretanto, o negócio está sujeito a aprovações regulatórias locais.
No início deste mês, a Petrobras adquiriu 29 blocos na Bacia de Pelotas como parte do último leilão do Brasil. Dos referidos blocos, a Petrobras adquiriu 26 com a Shell (30%) como única parceira e três em colaboração com a China National Offshore Oil Corporation (20%) e a Shell (30%).





