A Oftalmed, subsidiária do grupo Centrooptico, investiu 8 mil milhões de kwanzas (cerca de 9,6 milhões de dólares) na primeira fábrica de lentes oftálmicas, inaugurada esta Sexta-feira, 19, no município de Viana, na capital angolana, Luanda.
Construída num espaço de 1 800 metros quadrados e equipada com tecnologia “alinhada aos mais elevados standards internacionais”, a unidade industrial possui uma capacidade de produção de 1000 lentes por dia.
O projecto industrial, de acordo com o administrador do Centrooptico, Amyn Habib, foi financiado em parte pelo Banco de Desenvolvimento de Angola, (BDA) e “coloca Angola na linha da frente do desenvolvimento tecnológico, com enorme potencial de exportação”.
Durante a apresentação da fábrica, o CEO da Oftalmed, João Murteiro, avançou estar prevista ainda a instalação de uma segunda linha de montagem, que permitirá assegurar a fabricação de mais de 2 000 lentes.
De acordo com o gestor, a infra-estrutura inclui um laboratório de corte e montagem de todo o tipo de lentes oftálmicas em óculos, designadamente em armações, óculos de sol, para desporto e de protecção laboral, entre outros.
A entrada em funcionamento desta fábrica, diz João Murteiro, permitiu criar 50 postos de trabalho directos e, numa segunda fase, serão criados outros 100 empregos adicionais, prevendo-se que até ao terceiro ano de exploração sejam criados 150 postos de trabalho directos.
Por sua vez, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns, em declarações à imprensa, considerou que “o facto se conseguir produzir lentes com os mais altos padrões da indústria internacional” significa que o país deu mais um passo para a sua capacidade de resolver internamente os seus problemas.
A criação da fábrica da oftalmed foi um projecto pensado ao pormenor, com a colaboração de marcas internacionais, nomeadamente a zeiss – empresa alemã e um dos maiores produtores de lentes do mundo, a schneider e a buhler – empresas também alemãs líderes mundiais no desenvolvimento e produção de equipamentos industriais para o sector.





