A Viva Seguros, que opera no mercado angolano desde 2022, iniciou o “processo de exploração do seguro agrícola”, em parceria com o grupo Carrinho, avançou à FORSBES ÁFRICA LUSÓFONA o administrador da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), Jesus Manuel Teixeira.
“Temos outras seguradoras que têm os seus produtos em fase de registo junto da ARSEG, que, brevemente, irão lançar os seus produtos, nomeadamente a ENSA Seguros e Sanlam”, referiu o responsável, durante a 1ª edição do Seminário Internacional de Seguro Agrícola, promovido, em Luanda, pela ACT – Consultoria.
No entanto, o presidente do conselho de administração da Protteja Seguros, Kianda Troso, disse que não espera grande rendimento com “seguro agrícola” no mercado angolano, mas sim uma complementaridade, numa altura em que o Governo angolano marca passos para a sua implementação.
“É um caminho que tem que percorrer, tal como em outros países africanos que já o fizeram. Até agora, nós sentimos que os pequenos agricultores e as associações continuam desprotegidos no que diz respeito aos investimentos que fazem”, frisou.
Detalhou que não será fácil, pois entende que para se fazer um Seguro de Índice e Colheita, por exemplo, há necessidade de ter em conta a qualidade dos insumos e a definição das culturas que vão ser eleitas.
No entanto, para que o seguro seja sustentável, disse, é fundamental que exista um prémio e escala.
“É a questão é quem vai suportar o prémio, se serão prémio soberano, onde o Estado vai meter um fundo ao serviço, porque sabemos que não será nesse tempo que os agricultores vão avançar com isso, mas as seguradoras estão a preparar todas as condições para avançar”, assegurou.
Kianda Troso admitiu que os primeiros anos serão difíceis, olhando para as experiências que tem recebido de outros parceiros.
“Temos que separar o seguro convencional do seguro agrícola convencional, pois serve para o agronegócio, desenhados para as médias e grandes empresas. Não se aplica para as famílias camponesas, associações de camponeses, estes estão num outro nível (seguros paramétricos, vulgo índices climático e índices de produtividade)”, esclareceu.
Já a coordenadora de compliance da ACT – Consultoria, Fausta Lourenço, fez que o Seminário Internacional sobre Seguro Agrícola resulta de uma solicitação dos parceiros que pretendem expandir os seus negócios, já que os desafios e riscos inerentes à actividade agrícola constituem factores desmotivadores para o início e manutenção.





