Angola precisa realizar um investimento no sector da energia na ordem dos 106 mil milhões de dólares até 2050, dos quais entre 15 e 20 mil milhões devem ser investidos até 2030, segundo considera o partner da EY Angola, André Afonso.
O responsável, que falava durante a 2.ª edição do Fórum Energia e Ambiente, realizado nesta Sexta-feira, em Luanda, afirmou que a intensidade da transferência de risco pode definir o modelo de participação do sector privado na entrega de infra-estruturas.
“Um modelo em que o sector privado assume a maior parte dos riscos financeiros e operacionais é conhecido como uma parceria público-privada (PPP) completa, enquanto um modelo com menor transferência de risco é chamado de abordagem de contrato de prestação de serviços”, disse.
O sector privado, indicou, pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento de infra-estruturas, complementando a acção do sector público e ajudando a resolver alguns dos desafios financeiros e operacionais que podem impedir a construção de infra-estruturas necessárias.
Para André Afonso, as energias renováveis têm sido um dos sectores mais bem-sucedidos na utilização de fundos públicos para mobilizar financiamento e investimento privados.
“Isto tem alimentado um crescimento sustentado (de dois dígitos) das energias renováveis nas últimas décadas. Os progressos têm sido desiguais e particularmente negativos na África Subsariana”, alertou André Afonso.
No entanto, o secretário de Estado para a Energia de Angola, Arlindo Bota, referiu que o Plano de Acção do Sector de Energia 2023-2027 de Angola prevê a continuidade da diversificação das fontes de energia de forma a incorporar pelo menos 72% de energias renováveis (entre fonte solar e hídrica) até 2027.
As referidas acções visam atingir uma taxa de electrificação de 50%, num investimento total de cerca de 12 mil milhões de dólares, realçou, apelando que as instituições financeiras e o sector privado devem desempenhar um papel determinante.
“Prevê-se que os projectos de construção dos parques solares fotovoltaicos sejam concluídos nos próximos anos. Estas centrais contribuirão para o aumento da capacidade instalada de geração solar fotovoltaica”, afirmou Arlindo Bota.





