A distribuição é dos principais desafios para a segurança alimentar em Angola, conforme apontou o partner da KPMG Angola Carlos Borges.
Além da questão da distribuição, Carlos Borges apontou para o uso dos alimentos, já que segundo aquele membro da KPMG, hoje usamos alimentos que nada tem haver connosco e com a nossa dieta, o que leva a importações.
As soluções para estes e outros desafios, passam por um trabalho conjunto entre os privados e o Estado, já que, disse o partner da KPMG “sem o privado não há segurança alimentar em nenhum lado e não haverá em Angola”.
Mas mesmo que exista este entrosamento perfeito entre o Estado e os privados, é necessário que se preste atenção a Infra-estrutura agrícola, ao acesso a insumos agrícola e tecnologia, as perdas pós colheita, a educação alimentar, a degradação e erosão dos solos, mas também a dependência de importações e sempre difícil questão da pobreza e desigualdade, apontou, sem esquecer da questão das mudanças climáticas.
Questão da segurança alimentar em Angola ainda é preocupante
Carlos Borges usou dados da FAO para mostrar que 10,7 milhões de pessoas Angola vivem em cenário de insegurança alimentar. Destes, 1,3 milhões, ou seja, 4% da população enfrentam altos níveis de insegurança alimentar.
Em Angola o filme é de terror já que o PIB per capita anda num sobe e desde 2014 e em 2050 vamos duplicar a população, o que sinaliza bem o cenário desafiante que está por vir.
O virar do olhar do Governo para a questão da segurança alimentar é sinal mais que positivo, apontou o interlocutor: “Programa do Governo virado a segurança alimentar é bom, porque impacta tudo”.





