“A prevenção deve se tornar nossa prioridade. Precisamos de um sistema continental de alerta precoce mais robustoˮ – Mahmoud Ali Youssouf

"A prevenção deve se tornar nossa prioridade. Precisamos de um sistema continental de alerta precoce mais robusto, uma implementação mais eficaz das decisões da UA, financiamento sustentável para operações de paz e um Fundo de Paz plenamente operacional", defendeu este Domingo, 30, em Luanda, na 21ª Cúpula Extraordinária da União Africana (UA) sobre prevenção e…
ebenhack/AP
Sobre mudanças inconstitucionais de governo, o presidente da Comissão da União Africana afirmou que a posição da UA permanece clara: "firmeza na defesa das normas da UA, juntamente com diálogo e apoio".
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“A prevenção deve se tornar nossa prioridade. Precisamos de um sistema continental de alerta precoce mais robusto, uma implementação mais eficaz das decisões da UA, financiamento sustentável para operações de paz e um Fundo de Paz plenamente operacional”, defendeu este Domingo, 30, em Luanda, na 21ª Cúpula Extraordinária da União Africana (UA) sobre prevenção e resolução de conflitos, realizada esta manhã em Luanda o presidente da Comissão da UA.

Mahmoud Ali Youssouf observou que, do Sudão e do leste da República Democrática do Congo à Somália, ao Sahel, à Líbia, ao norte de Moçambique e a Madagascar, as crises persistentes e as ameaças emergentes, incluindo o terrorismo, o extremismo violento, a pirataria, o crime transnacional e os maus-tratos a migrantes, exigem uma ação coletiva mais forte.

O presidente Youssouf acrescentou que as parcerias, inclusive com as Nações Unidas, devem refletir as realidades e expectativas da África. A implementação da Resolução 2719 do Conselho de Segurança da ONU é um apelo legítimo e urgente.

“As Comunidades Econômicas Regionais e os Mecanismos Regionais da UA continuam sendo fundamentais para a diplomacia preventiva. A consulta contínua entre o Conselho de Paz e Segurança (CPS), a Comissão, os Estados-Membros e os órgãos regionais é essencialˮ, assegurou.

O responsável enfatizou ainda que nenhum país sozinho pode enfrentar essas ameaças. Solidariedade, recursos compartilhados e maior soberania pan-africana em matéria de paz e segurança são imprescindíveis, acrescentou.

Sobre mudanças inconstitucionais de governo, Youssouf afirmou que a posição da UA permanece clara: “firmeza na defesa das normas da UA, juntamente com diálogo e apoio”.

Em conclusão, o presidente realçou que este é um empreendimento de longo prazo que exige firmeza política inabalável, ressaltando que a Cúpula deve ser uma Cúpula de escolhas; escolhas que fortaleçam a capacidade da África de assumir a responsabilidade coletiva por sua paz e segurança.

Convocada sob a liderança de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola e Embaixador da UA para a Paz e a Reconciliação em África, e presidida por Sua Excelência Évariste Ndayishimiye, Presidente da República do Burundi e Presidente da União Africana.

A Cúpula proporcionará uma oportunidade para os Chefes de Estado e de Governo realizarem uma avaliação estratégica da eficácia dos mecanismos continentais existentes para a prevenção e resolução de conflitos.

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