O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) moçambicano anunciou o início da actualização cartográfica do país para auxiliar na planificação do recenseamento geral da população agendado para 2027, um processo que vai abranger 161 distritos de Moçambique.
“Essa informação é muito importante para a planificação do próprio censo. Podermos saber quais são as áreas habitacionais e as áreas não habitacionais”, disse em conferência de imprensa o chefe do Departamento de Cartografia e Operações do INE, Arlindo Charles, em Maputo.
Segundo o responsável, para o processo, avaliado em cerca de oito milhões de dólares, foram criadas brigadas para todos os distritos, compostas por cerca de 421 pessoas, grupos que durante as actividades cartográficas não passam de um distrito para outro.
“Temos no campo o pessoal técnico munido de tabletes com tecnologia de mapeamento. Eles se fazem de casa em casa para recolher informação primária da estrutura do agregado familiar para colocarmos isso nos nossos mapas e nos orientarmos durante o censo”, explicou Charles.
O INE avançou ainda que espera ter, até Agosto, todos os 161 distritos do país, incluindo os sete distritos municipais da cidade de Maputo, abrangidos no processo, que poderá demorar um ano para as regiões com mais trabalho e de cinco a nove meses para outras com menos população.
Segundo o chefe do Departamento de Cartografia e Operações do instituto de estatística, a atualização cartográfica em Moçambique será realizada em cinco fases, a primeira das quais se iniciou esse mês, envolvendo 35 distritos. “Neste preciso momento já estamos em quase 29 distritos. Esperamos até ao dia 31 alcançarmos os 35 distritos”, concluiu o responsável.
Moçambique tem um défice de 68 milhões de dólares do total de 110 milhões de dólares necessários para custear o programa de recenseamento geral da população agendado para o próximo ano, avançou fonte oficial, citada pela Lusa.





