O açúcar exportado por Moçambique entre Janeiro e Setembro do ano passado rendeu 27,5 milhões de dólares, um aumento de 40% face ao mesmo período de 2023, indicam dados do banco central.
De acordo com um relatório do Banco de Moçambique, trata-se de uma forte recuperação de uma das principais culturas agrícolas do país, tendo em conta a queda homóloga de 70,7% registada no primeiro trimestre, que depois cresceu para 36% até junho e para 40% até Setembro.
“Este comportamento deve-se à recuperação na produção, após os efeitos climáticos adversos ocorridos em 2023”, refere o relatório sobre o desempenho dos três primeiros trimestres do ano passado, que compara com as vendas de 19,6 milhões de dólares no mesmo período de 2023.
Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.
O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, dois dos maiores de sempre a atingir o país.
A província de Sofala, no centro do território, segundo a Lusa, tem sido das mais fustigadas pelas tempestades.