O vice-presidente da Câmara Africana de Energia (CAE) em Angola, Verner Ayukegba, defende que a agricultura, a infra-estrutura logística, as telecomunicações e tecnologias, e o sector financeiro são os quatro sectores que deverão receber mais investimento externo.
Num artigo publicado no site da CAE, uma organização destinada a captar investimento em África, principalmente na área energética, o vice-presidente em Luanda escreve que a queda dos preços do petróleo a partir de 2014 “desencadeou a percepção de que o modelo económico de confiança excessiva num sector que há muito tempo tem sido a fonte de milhares de milhões de dólares para Angola e levou o país a tornar-se uma das maiores economias de África, precisava de mudar”.
A diversificação económica, acrescenta, levou o Governo a lançar reformas, dentro e fora do sector petrolífero, e os quatro sectores-chave “que se espera venham a testemunhar investimentos e crescimento rápido nos esforços de diversificação em curso, incluem a agricultura, infra-estrutura logística, telecomunicações e o sector financeiro”.
Na agricultura, Verner Ayukegba destaca que “apesar dos desafios trazidos pela pandemia, o sector no país registou um crescimento superior a 5%, nos últimos dois anos, oferecendo boas perspectivas de desempenho futuro”.
As infra-estruturas logísticas, fundamentais para o desenvolvimento económico, são outra das apostas de Luanda, não só a nível nacional, mas também podendo ser um centro de distribuição a nível regional, beneficiando da localização estratégica da capital angolana.
A terceira área que deverá receber mais investimento externo, prevê Verner Ayukegba, é a das tecnologias e telecomunicações móveis: “As telecomunicações móveis e o acesso à Internet são um catalisador para o crescimento das empresas e do empreendedorismo, e ao ampliar e actualizar as redes de telecomunicações, o Governo procura capacitar as empresas para se tornarem mais eficientes e para que o comércio electrónico estimule o crescimento económico”.
Sobre o sector das finanças e banca, Verner Ayukegba diz que, depois da turbulência que se seguiu à queda dos preços do petróleo, em 2014, e que lançou o país para uma recessão económica da qual só agora saiu, o sector oferece boas oportunidades.
*Com Lusa





