“Agritech Show Luanda” estreia em Outubro com 100 empresas de 10 países

A Fazenda da Quiminha, em Luanda, recebe, de 1 a 4 de Outubro, a primeira edição da “Agritech Show Luanda”, feira internacional que reunirá cerca de 100 empresas e representantes de 10 países, com o objectivo de aproximar produtores, investidores, fornecedores de tecnologia e instituições e acelerar a modernização da agricultura angolana. Promovida pela Global…
ebenhack/AP
Com uma agricultura ainda limitada por baixos níveis de mecanização, dificuldades de financiamento, logística e escoamento da produção, Angola prepara-se para acolher, de 1 a 4 de Outubro, a primeira Agritech Show Luanda, uma feira que pretende colocar tecnologia, capital e produção no mesmo recinto.
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A Fazenda da Quiminha, em Luanda, recebe, de 1 a 4 de Outubro, a primeira edição da “Agritech Show Luanda”, feira internacional que reunirá cerca de 100 empresas e representantes de 10 países, com o objectivo de aproximar produtores, investidores, fornecedores de tecnologia e instituições e acelerar a modernização da agricultura angolana.

Promovida pela Global Wide, a iniciativa pretende afirmar-se como uma plataforma de ligação entre produção, tecnologia e investimento, apresentando soluções e modelos aplicáveis ao desenvolvimento do sector agrícola em Angola. A organização ambiciona, a prazo, posicionar o país como uma base estratégica do agronegócio na África Subsariana.

A feira surge num momento em que a diversificação económica continua a exigir maior capacidade produtiva interna e redução da dependência das importações alimentares.

Para a organização, o reforço da produção agrícola passa não apenas pelo aumento da área cultivada, mas também pela modernização das unidades produtivas, melhoria das cadeias de valor e criação de condições para que a produção nacional chegue aos mercados com maior eficiência.

Nesta primeira edição, estarão representados produtores, fornecedores de insumos, empresas de consultoria técnica e operacional, instituições financeiras e tecnológicas, fabricantes de máquinas e equipamentos, além de entidades institucionais.

A presença de operadores de 10 países pretende ampliar o acesso a conhecimento, tecnologia e modelos de negócio que possam ser adaptados à realidade angolana.

Entre os principais constrangimentos identificados pela organização estão a reduzida dimensão de muitas unidades produtivas, a insuficiente qualificação técnica, os baixos níveis de mecanização e tecnologia, o acesso limitado ao financiamento, as fragilidades logísticas e as dificuldades no escoamento da produção. A capacidade de atrair investimento privado para o sector permanece, igualmente, como uma das questões centrais para transformar o potencial agrícola em produção efectiva.

É precisamente nesta intersecção entre produção e capital que a Agritech Show pretende actuar. “A Agritech Show Luanda foi desenhada para ligar quem produz, quem financia e quem desenvolve soluções”, afirma Paulo Fardilha, gestor da feira, citada uma nota de imprensa enviada à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA.

As novas tecnologias integradas com sistemas de informação, monitorização e gestão estão entre os eixos previstos para o evento, a par de soluções de financiamento ajustadas às características e necessidades dos investimentos agrícolas.

Mais do que uma feira de exposição de máquinas e equipamentos, a organização pretende criar uma plataforma de negócios e articulação entre os diferentes elos da cadeia agrícola. A aposta é aproximar quem produz de quem dispõe de tecnologia, financiamento e conhecimento especializado, numa tentativa de responder a alguns dos obstáculos que continuam a limitar a competitividade do sector.

A iniciativa terá enfoque na agricultura empresarial, sem excluir a pequena agricultura, e pretende contribuir para a estruturação das cadeias de valor e para a ligação da produção nacional aos mercados externos.

Para Angola, o desafio passa por converter a disponibilidade de recursos e o potencial agrícola em cadeias produtivas competitivas, capazes de gerar investimento, emprego e valor acrescentado no país.

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