Angola e a China projectam reforçar a cooperação bilateral em sectores emergentes como o da inteligência artificial, economia digital e energias renováveis, anunciou o embaixador chinês no país, Zhang Bin, no final de uma audiência com o Presidente da República, João Lourenço.
Após a audiência, decorrida nesta Terça-feira, no Palácio Presidencial, em Luanda, o diplomata chinês informou que foi feita uma avaliação dos resultados alcançados nos últimos anos, sobretudo nos domínios económico e comercial, e analisadas as perspectivas do aprofundamento das relações de cooperação.
“Estamos a descobrir novos pólos de crescimento para o futuro, tais como a inteligência artificial, a economia digital e as novas energias”, declarou.
Segundo o embaixador, a audiência permitiu ainda uma troca de opiniões sobre as futuras direcções da cooperação, tendo o Chefe de Estado angolano indicado áreas para o reforço das relações entre os dois países.
“O Presidente orientou para uma futura área de comunicação e cooperação entre os nossos países e estamos dispostos a trabalhar junto com a parte angolana para implementar essas orientações”, afirmou.
Zhang Bin disse que os investimentos chineses em Angola abrangem actualmente diversos sectores estratégicos, entre os quais o da produção de materiais de construção, imobiliário, das indústrias alimentar e têxtil, construção de parques industriais, processamento de minérios e produção de peças para veículos e aparelhos electrónicos.
Angola e a China estabeleceram relações diplomáticas desde 1983, tendo elevado a cooperação ao estatuto de parceria estratégica abrangente em 2024, em sectores como infra-estruturas, saúde, educação, transportes, energia, ciência e tecnologia.





