A Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), subsidiária da Chevron em Angola, assinou nesta Quinta-feira, 21, em Luanda, um contrato de partilha de produção, para operar uma nova concessão do Bloco 14/23, localizada na Zona de Interesse Comum (ZlC). estabelecida na área marítima entre a República de Angola e a República Democrática do Congo (RDC), depois de 20 anos de negociações.
Sob este acordo de produção partilhada, assinado com os governos da República de Angola e a República Democrática do Congo, a CABGOC será o operador da concessão com uma participação de 31% no B14/23, tendo como parceiros do consórcio a AZULE Energy, BP & ENI joint venture, (20%), ETU Energias (20%), GALP (9%), Sonangol (10%) e a Sonahydroc SA (10o/).
O director-geral da Unidade de Negócios Estratégica da Chevron na África Austral, Billy Lacobie, referiu que Chevron este acordo é uma oportunidade para continuar a realizar parcerias com os governos locais e associados para aplicar a nossa capacidade de exploração e produção pioneira na indústria petrolífera,
“Como parceiro a longo prazo, continuamos comprometidos em providenciar energia fiável, acessível e cada vez mais limpa, que beneficie as pessoas e a região”, garantiu.
Entretanto, o ministro dos Hidrocarbonetos da RDC, Didier Budimbu Ntutuanga, a assinatura deste contrato de partilha de produção orgulha a todos e mostra o quanto os dois Estados estão empenhados em trabalhar juntos não apenas projecto, mas também em outros no espírito de partilha e sempre com o objectivo de poder proporcionar às populações uma boa qualidade de vida
“A República Democrática do Congo, por via do seu Ministério dos Hidrocarbonetos, assegura todas as partes a sua determinação em ir até ao fim, partindo da exploração até a produção do primeiro barril de petróleo nesta Zona de Interesse Comum. Portanto, iremos respeitar todos os engajamentos que nos assumimos perante ao grupo empreiteiro e isto será também para o interesse de todas as partes”, garantiu.
Questionado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA sobre o valor do referido contrato, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, avançou apenas que agora vão prosseguir para a etapa de pesquisa, que envolve elevado custo de capital, risco e tempo.
“Serão feitos todos os investimentos necessários para que se alcance o que se pretende, que é identificar petróleo em qualidade e quantidade suficiente para que se possa passar para a fase de produção”, disse.
A Cabinda Gulf Oil Company Limited tem um legado histórico de mais de 65 anos de operação em Angola. A empresa opera e detém participações no Bloco 0 (39.2%), localizado adjacente à Costa de Cabinda, e no Bloco 14 (31%), localizado nas águas profundas a oeste do Bloco O. Em 2022, a produção média estimada da CABGOC foi de 70 mil barris de líquido e 259 milhões de pés cúbicos de Gás Natural.
A empresa também detém uma participação de 36.4% na Angola LNG Limitada, que opera a planta LNG no Soyo, com uma produção de 5.2 milhões de toneladas métricas de gás natural por ano.
A subsidiária da Chevron em Angola, Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), opera duas concessões em nome dos seus parceiros no Bloco 0: Sonangol E. P., 41%, Total Petroleum Angola Limited, 10% e ENI Angola Production B.V., 9,8%; e Bloco 14: Sonangol P&P, 20% Angola Bloco 14 B.V, 20%, ENI Angola Production B.V., 20%, e GALP – Exploração e Produção, 9%.
Ao longo dos anos, a CABGOC e os parceiros do Blocos 0 e 14 investiram mais 250 de milhões de dólares no desenvolvimento comunitário nas 18 províncias de Angola.





