Angola e a República Democrática do Congo (RDC) comprometeram-se a assinar, em Julho deste ano, um protocolo de cooperação entre os respectivos bancos centrais.
O compromisso consta no comunicado final da 3.ª edição do Fórum Económico RDC–Angola, realizado em Kinshasa, onde os dois países comprometeram- se, igualmente, a reforçar a coordenação institucional, trabalhar para o estabelecimento gradual de uma área económica integrada, desenvolver um roteiro conjunto com indicadores de desempenho e assegurar o acompanhamento das recomendações.
Segundo o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, no discurso de encerramento do referido fórum, o memorando que se pretende celebrar vai facilitar os pagamentos e a formalização do comércio entre operadores económicos dos dois países.
O objectivo é também melhorar a disseminação de informação e orientar as opções de pagamento, em conformidade com as boas práticas de gestão empresarial, as regras de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e o cumprimento das obrigações fiscais.
O ministro de Estado referiu que os bancos comerciais de Angola e da RDC operam sobre a mesma rede internacional de pagamentos, a SWIFT, e utilizam com intensidade o dólar dos Estados Unidos nas transações de comércio internacional, o que significa que “não há uma barreira técnica ou tecnológica para a formalização do comércio e dos fluxos financeiros entre a RDC e Angola”.
O governante defendeu que a estabilidade, previsibilidade e cooperação institucional são fatcores que facilitam o funcionamento do sector privado e o processo de integração.
No quadro dos entendimentos alcançados, ficou prevista a designação de oficiais de ligação nos departamentos ministeriais ligados à economia e ao comércio externo, para facilitar a resolução de questões pontuais.
José de Lima Massano defendeu ainda a dinamização das Câmaras de Comércio Angola–RDC, uma maior organização dos operadores privados e a criação de canais permanentes de diálogo.
O 3.º Fórum Económico RDC–Angola decorreu durante dois dias, sob o lema “Integração Sub-regional e Comércio Transfronteiriço”, reunindo representantes institucionais e operadores económicos dos dois países.





