Angola e Zâmbia relançam conversações para construção de oleoduto

Representantes da petrolífera angolana Sonangol e da Basali Ba Liseli Resources Limited (BBRL), da Zâmbia, reuniram-se esta Sexta-feir, 10, em Lusaka, para discutir os novos termos de referência, no sentido de se relançar o “Projecto AZOP”, que integra a construção de um oleoduto, entre os dois países. Antes, na Quarta-feira, 8, o assunto já havia…
ebenhack/AP
Cinco mil milhões de dólares é o valor estimado para a efectivação do projecto. A Zâmbia compra parte do combustível na Arábia Saudita e pretende, agora, inclinar-se para o mercado angolano.
Economia Negócios

Representantes da petrolífera angolana Sonangol e da Basali Ba Liseli Resources Limited (BBRL), da Zâmbia, reuniram-se esta Sexta-feir, 10, em Lusaka, para discutir os novos termos de referência, no sentido de se relançar o “Projecto AZOP”, que integra a construção de um oleoduto, entre os dois países.

Antes, na Quarta-feira, 8, o assunto já havia sido tema de conversa, igualmente na capital zambiana, entre o ministro da Energia da Zâmbia, Peter Chibwe Kapala, e embaixador de Angola naquele país, Azevedo Francisco, numa audiência que o governante zambiano concedeu ao diplomata angolano.

O Embaixador da República de Angola na Zâmbia foi portador de uma mensagem verbal do ministro angolano dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, dirigida ao seu homólogo zambiano, Peter Chibwe Kapala, na qual expressava a intenção do país lusófono em avançar com os entendimentos rubricados com o anterior governo zambiano, no domínio energético.

A pretensão de Angola resulta de um memorando de entendimento assinado em 2021, e que prevê a troca de experiências, formação profissional e cooperação institucional.

O “Projecto AZOP” inclui um canal de transporte de derivados de petróleo, como combustível e gás, para o mercado zambiano. Angola quer aproveitar a privilegiada condição geográfica da Zâmbia, que faz fronteira com oito países, aos quais a Sonangol espera fazer chegar os seus refinados, através do referido oleoduto.

A Zâmbia compra parte do combustível para o seu consumo na Arábia Saudita e pretende, agora, inclinar-se para o mercado angolano, por conta das vantagens comerciais na relação com Angola, país vizinho.

Dados de 2020 indicavam um custo estimado em cinco  mil milhões de dólares, para construção do oleoduto de transporte múltiplo de derivados do petróleo, a partir de Angola.

Com base nos estudos prévios, uma estação de estocagem de derivados de petróleo, deverá  ser erguida numa das províncias do Leste de Angola, a partir da qual poderão ser fornecidos os fluidos para diferentes países da região Austral de África.

A BBRL é empresa  privada de direito zambiano indicada pelo seu governo daquele país para tratar com a  Sonangol os aspectos práticos, ligados a cooperação no sector energético.

Mais Artigos