Angola exportou entre Janeiro e Dezembro de 2025, 23,3 mil quilates de diamantes lapidados, a um preço médio de 4.705,74 de dólares por quilate, correspondentes a 109,7 milhões de dólares, em comparação com o mesmo período de 2024, os resultados reflectem um aumento de 126,5% no volume exportado e um crescimento de 107,0% do valor, segundo um comunicado.
De acordo com o documento, as exportações de diamantes lapidados registaram um desempenho expressivo ao longo de 2025, com um crescimento acentuado em termos de volume e de valor, apesar da queda dos preços no mercado internacional.
O comunicado refere que o preço médio registou uma ligeira queda de 8,6%, influenciada pela actual conjuntura do mercado internacional, caracterizada pelo crescimento contínuo da procura por diamantes sintéticos e pelo excesso de oferta de diamantes lapidados de origem natural.
Ainda assim, ressalta, o nível de preço médio fixado em 4.705,74 de dólares reflecte a elevada qualidade dos diamantes brutos lapidados, caracterizados por padrões superiores de pureza, tamanho e valor no mercado internacional.
“O desempenho positivo deste segmento da cadeia de valor em Angola, foi fortemente influenciado pela subida de 176,0% na quantidade de diamantes lapidados exportados pela empresa Indiana KGK, factor determinante para o aumento global do volume e da receita”, lê-se no documento.
No entanto, o volume de diamantes brutos adquiridos pelas fábricas locais para processamento atingiu 62.5 mil quilates, avaliados em cerca de 104 milhões de dólares. O Comparativamente a 2024, estes números representam um incremento de 67,6% no volume e 69,6% no valor, evidenciando uma maior dinâmica da indústria local de lapidação, não obstante o desempenho ainda modesto das restantes fábricas de lapidação que apresentam capacidades de produção em menor escala.
O comunicado refere ainda que a indústria de lapidação de diamantes em geral é, por natureza, complexa, não apenas do ponto de vista técnico, uma vez que exige elevados níveis de know-how, precisão e vários anos de perícia técnica, mas também do ponto de vista financeiro e logístico no que respeita a gestão dos diferentes ciclos de processamento de diamantes brutos.
O desenvolvimento desta actividade, indica o mesmo documento, requer uma mobilização de capital considerável para garantir a regularidade dos fluxos operacionais, sendo que cada ciclo de rotação de capital pode durar entre 3 e 5 meses, o que constitui um factor adicional de pressão sobre a gestão e o desempenho operacional das fábricas.
Apesar dos desafios impostos pela evolução do mercado internacional, informa, os resultados alcançados em 2025 demonstram a resiliência do sector diamantífero angolano e reforçam a importância do investimento na transformação local como estratégia para a criação de valor e sustentabilidade da indústria.
“A estratégia de concessão de incentivos adoptada para a indústria de lapidação, tem sido fundamental para a manutenção desta actividade, que contribui igualmente para a criação de postos de trabalho directos e indirectos”, conclui o comunicado.





