Angola ganha com preço alto do petróleo, mas importações encarecem – Consultora

A consultora Oxford Economics considerou que os preços altos do petróleo em Angola são positivos para as contas públicas, mas também aumentam a fatura energética devido à fraca capacidade de refinação, que obriga a importar petróleo. "O impacto dos preços elevados do petróleo bruto Brent na economia angolana é ambíguo", dizem os analistas do departamento…
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"O impacto dos preços elevados do petróleo bruto Brent na economia angolana é ambíguo", dizem os analistas do departamento africano desta consultora britânica, que reviu a previsão global para o preço do petróleo no segundo trimestre, de 64 dólares por barril, para 79 dólares.
Economia

A consultora Oxford Economics considerou que os preços altos do petróleo em Angola são positivos para as contas públicas, mas também aumentam a fatura energética devido à fraca capacidade de refinação, que obriga a importar petróleo.

“O impacto dos preços elevados do petróleo bruto Brent na economia angolana é ambíguo”, dizem os analistas do departamento africano desta consultora britânica, que reviu a previsão global para o preço do petróleo no segundo trimestre, de 64 dólares por barril, para 79 dólares.

A economia angolana “certamente tem a ganhar com os preços elevados, já que maiores fluxos de receitas de exportação de petróleo melhoram significativamente os saldos orçamental e externo do país, mas devido à insuficiente capacidade de refinação, Angola também tem de importar petróleo refinado para uso doméstico e depende de elevados subsídios aos combustíveis para manter os preços internos acessíveis para a população”, explicam os analistas num comentário à evolução dos preços do petróleo, enviado aos clientes.

“Se os preços do petróleo bruto de Brent permanecerem elevados por um período prolongado, o Governo angolano poderá ter dificuldades em manter esses subsídios num contexto de preços mais altos de importação de petróleo refinado”, o que cria uma “vulnerabilidade orçamental que não é ideal para um país que se debate com um elevado custo do serviço da dívida”.

Esta semana, a Agência Internacional da Energia (AIE) previu que Angola, diz a Lusa, produza 1,10 milhões de barris por dia este ano, mais 30 mil barris diários que a previsão da Oxford Economics, que aponta para uma subida de 6,5% na produção deste ano, para 1,13 milhões de barris diários, face à produção média de 2025.

“Os projectos petrolíferos lançados este ano darão um impulso notável à produção de petróleo em 2026”, argumentam os analistas, salvaguardando que se a produção não estiver em linha com a previsão até meio do segundo trimestre, a previsão será revista em baixa, aproximando-se da estimativa da AIE.

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