Angola lança plano estratégico para travar aumento de crimes ambientais

As autoridades angolanas lançaram nesta Terça-feira, em Luanda, o “Plano Estratégico para o Combate aos Crimes contra a Vida Selvagem e Ambientais em Angola”, devido aos níveis crescentes de criminalidade ambiental, com destaque para a caça furtiva. No lançamento deste plano, o Procurador-Geral da República de Angola, Hélder Pitta Gróz, destacou a importância deste instrumento…
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No lançamento deste plano, o Procurador-Geral da República de Angola, Hélder Pitta Gróz, destacou a importância deste instrumento para o reforço da resposta interinstitucional do Estado angolano no combate a este tipo de crimes.
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As autoridades angolanas lançaram nesta Terça-feira, em Luanda, o “Plano Estratégico para o Combate aos Crimes contra a Vida Selvagem e Ambientais em Angola”, devido aos níveis crescentes de criminalidade ambiental, com destaque para a caça furtiva.

No lançamento deste plano, o Procurador-Geral da República de Angola, Hélder Pitta Gróz, destacou a importância deste instrumento para o reforço da resposta interinstitucional do Estado angolano no combate a este tipo de crimes.

Hélder Pitta Gróz frisou que a importância deste documento reside na sua aplicação efetiva, rigorosa e contínua. O plano, que tem como uma das metas a redução da caça furtiva em 15% até 2027, foi elaborado com informações fornecidas por várias instituições públicas e parceiras, como o Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), a Polícia Nacional de Angola (PNA), o Serviço de Investigação Criminal (SIC), o Instituto Nacional da Biodiversidade e Conservação (Inbac) e o Serviço Nacional de Fiscalização das Pescas e Aquicultura (SNFPA).

Os dados do IDF realçaram que, entre 2022 e o primeiro semestre de 2025, registaram-se 881 infrações, que resultaram em 743 multas.

De acordo com o plano, no primeiro trimestre de 2025, o transporte de carvão sem licença liderou a lista de infrações mais frequentes, seguindo-se o transporte de madeira igualmente sem licença e o corte ilegal de madeira, entre outras infrações.

Dados do Inbac indicaram que, entre outubro de 2024 e Fevereiro de 2025, a caça dentro de áreas de conservação foi o principal crime registado (76%), sendo o búfalo a espécie mais afetada (38%), depois a palanca-vermelha (25%), com o Parque Nacional Luengue Luiana (35%) e o Parque Nacional de Mavinga (29%) a registarem o maior número de crimes, resultando na detenção de 22 caçadores.

Já os dados da Polícia Nacional, referentes ao período entre 2022 e o primeiro semestre de 2025, diz a Lusa, deram conta que foram registados 644 crimes contra a fauna, flora e minerais estratégicos, que resultaram em 995 detidos nacionais e 229 estrangeiros.

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