“Angola não pode continuar a ser um sonho” – Presidente do TC

A Presidente do Tribunal Constitucional (TC) de Angola, Laurinda Cardoso, afirmou nesta Quinta-feira, 15, aquando da investidura de João Lourenço ao cargo de Presidente da República para um segundo mandato de cinco anos, que “Angola não pode ser adiada e continuar a ser um sonho". A magistrada considerou ser "urgente" que "o sonho" se torne…
ebenhack/AP
No discurso de investidura de João Lourenço, a Presidente do Tribunal Constitucional considerou ser "urgente" que o sonho [de uma Angola melhor] se torne realidade, até para o mais humilde cidadão.
Líderes

A Presidente do Tribunal Constitucional (TC) de Angola, Laurinda Cardoso, afirmou nesta Quinta-feira, 15, aquando da investidura de João Lourenço ao cargo de Presidente da República para um segundo mandato de cinco anos, que “Angola não pode ser adiada e continuar a ser um sonho”.

A magistrada considerou ser “urgente” que “o sonho” se torne uma realidade, até para o mais humilde dos angolanos. Para tal, indicou, é necessário prosseguir com as reformas estruturantes em vários sectores do domínio da vida do país, visando não somente o bem-estar geral, mas pensando e criando as melhores condições para as gerações vindouras.

A mais alta magistrada do TC pediu ao Presidente da República que demostre responsabilidade para garantir a preservação e a manutenção do “contrato social”, enquanto Chefe de Estado, “responsável pela construção de uma sociedade assente em valores que priorizem os interesses do Estado, em detrimento dos partidários ou de grupo”.

Laurinda Cardoso defendeu, por outro lado, que “é preciso retrair os elevados níveis de abstenção que o último pleito lamentavelmente revelou, renovando a confiança do povo sobre o seu papel na condução dos assuntos e destinos do nosso país”, algo que defende ser apenas possível por via da educação e da consciencialização, sobretudo dos mais jovens, bem como pela ampliação e fomento dos espaços públicos, discussão plural e salutar, bem como com respeito pela divergência de opinião.

“Sinto-me compelida a pedir-lhe que não desista de Angola e dos angolanos, incluindo daqueles que possam ter, temporariamente, desistido de Angola, acreditando que o país desistiu deles […]. Seja o presidente de todos nós: dos que votaram em si, dos que não votaram em si, dos que não votaram ninguém e dos que não votaram”, aconselhou a juíza.

A cerimónia de investidura de João Lourenço e da sua principal auxiliar, a Vice-Presidente da República, Esperança Maria Eduardo Francisco da Costa, foi testemunhada por mais de 15 mil pessoas, dentre entidades nacionais e internacionais.

Mais Artigos